Ultrafarma é alvo de denúncia do Ministério Público por organização criminosa

O Ministério Público de São Paulo denunciou 11 pessoas, incluindo executivos da Ultrafarma, por suposto envolvimento em um esquema de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou nesta quinta-feira (14) uma denúncia contra 11 pessoas por suposta participação em organização criminosa ligada a fraudes fiscais estaduais. Entre os acusados está o empresário Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma.

Segundo o MPSP, os investigados atuavam em um esquema para desviar recursos relacionados ao pagamento do ICMS, com apoio de funcionários públicos. A apuração aponta que o grupo manipulava o sistema de créditos tributários para registrar pagamentos de impostos acima dos valores efetivamente recolhidos.

Com isso, as empresas envolvidas passariam a ter créditos tributários maiores do que os devidos. De acordo com a denúncia, os valores eram movimentados por meio de contratos simulados com uma empresa de consultoria tributária.

O Ministério Público também afirma que parte dos recursos teria sido ocultada em operações de lavagem de dinheiro. Entre os denunciados estão o proprietário e o diretor contábil da Ultrafarma, além de auditores fiscais de rendas do estado de São Paulo.

As investigações indicam ainda que houve transferências superiores a R$ 81 milhões para empresas ligadas ao núcleo financeiro do grupo investigado. Conforme o órgão, também foram identificadas movimentações societárias bilionárias supostamente utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos.

Um dos denunciados segue foragido e outros quatro permanecem presos preventivamente.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Ultrafarma não respondeu aos contatos até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

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