Simples exige nota fiscal nacional única a partir de setembro

Micro e pequenas empresas terão de adotar um sistema padronizado para emissão de notas fiscais de serviço em todo o país. A mudança substitui os modelos municipais e centraliza o processo em uma plataforma nacional.

As micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional deverão adotar, a partir de 1º de setembro, um sistema único para emissão de notas fiscais de serviços em todo o país. A exigência determina o uso exclusivo do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), substituindo os modelos municipais atualmente utilizados.

A medida foi estabelecida por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) e tem como objetivo padronizar procedimentos, reduzir a burocracia e integrar as informações fiscais entre União, estados e municípios.

Atualmente, cada município pode operar com um sistema próprio de emissão de notas fiscais de serviço, o que obriga empresas que atuam em diferentes cidades a lidar com plataformas distintas. Com a mudança, a emissão passa a ser centralizada em um ambiente nacional único, válido em todo o território brasileiro.

Quem será impactado pela mudança:

  • Microempresas (ME)
  • Empresas de Pequeno Porte (EPP)
  • Negócios com pedido de adesão ao Simples Nacional ainda em análise
  • Empresas em disputa administrativa ou com pendências que possam permitir enquadramento

A regra se aplica exclusivamente às operações de prestação de serviços. As atividades relacionadas à circulação de mercadorias, tributadas pelo ICMS, permanecem sujeitas aos sistemas estaduais ou próprios já utilizados.

Entre os principais objetivos da padronização estão a simplificação do cumprimento das obrigações fiscais e a redução de divergências entre sistemas municipais. Além disso, o modelo busca ampliar a integração de dados entre os fiscos federal, estaduais e municipais.

Com a nova estrutura, a emissão das notas poderá ser feita por meio de portal online ou por integração via sistemas empresariais, utilizando interfaces tecnológicas que conectam diretamente as plataformas contábeis ao sistema nacional.

Segundo a administração tributária, a unificação faz parte de um processo mais amplo de modernização e digitalização das obrigações fiscais no país, com foco em maior eficiência na gestão das informações e no acompanhamento das operações.

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