PãoDeAçúcar anuncia acordo para renegociar dívida de R$ 4,5 bilhões

Grupo informou que firmou acordo com credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. Segundo a empresa, operações, funcionários e fornecedores não serão afetados.

O Pão de Açúcar anunciou nesta terça-feira (10) que chegou a um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. A proposta permitirá à companhia renegociar parte de suas dívidas diretamente com os detentores dos créditos, sem necessidade de mediação judicial.

De acordo com a empresa, o plano terá efeito imediato, mas será aplicado apenas às dívidas sem garantias. Esse montante soma aproximadamente R$ 4,5 bilhões. As despesas operacionais da companhia ficaram fora do processo, o que, segundo o grupo, garante a manutenção dos pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes.

O acordo inicial foi firmado com credores que representam cerca de R$ 2,1 bilhões do total negociado. O valor supera o quórum mínimo exigido por lei, equivalente a um terço dos créditos envolvidos na negociação.

Em comunicado, a companhia explicou que o plano cria um ambiente considerado seguro para dar continuidade às negociações pelos próximos 90 dias. Nesse período, o grupo pretende obter o apoio da maioria dos credores incluídos no processo.

Segundo o Pão de Açúcar, a expectativa é chegar a uma solução que ajude a enfrentar as necessidades de liquidez no curto prazo e também contribua para a sustentabilidade financeira da empresa no longo prazo.

A companhia ressaltou ainda que o processo foi estruturado para preservar suas operações comerciais. Assim, as lojas continuarão funcionando normalmente durante as negociações.

Para a administração do grupo, a iniciativa representa um passo relevante para fortalecer o balanço financeiro, melhorar o perfil de endividamento e garantir condições mais sólidas para o futuro do negócio, mantendo ao mesmo tempo a relação com fornecedores e a estabilidade das atividades.

Na semana anterior ao anúncio, a empresa já havia informado que estava em tratativas com parte dos credores para repactuar dívidas financeiras e outras obrigações de curto prazo. O objetivo era justamente reforçar a liquidez e ajustar o perfil do endividamento, sem interferir nas operações cotidianas da rede varejista.

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