O etanol voltou a perder competitividade frente à gasolina em Mato Grosso do Sul, estado que até então ainda apresentava vantagem para o biocombustível no abastecimento. Levantamento recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, na média nacional, o etanol atingiu paridade de 73,53% em relação à gasolina, índice considerado desfavorável ao biocombustível na maior parte dos casos.
Especialistas do setor lembram que, historicamente, o etanol tende a ser mais vantajoso quando custa até cerca de 70% do valor da gasolina, relação ligada ao menor poder energético do combustível vegetal em comparação ao derivado do petróleo. Em veículos flex, essa diferença impacta diretamente o consumo e, consequentemente, o custo por quilômetro rodado.
Mesmo assim, executivos do segmento observam que a competitividade pode variar conforme o modelo do veículo, tecnologia do motor e condições de uso. Em alguns cenários específicos, o etanol ainda pode compensar financeiramente mesmo com paridade acima do patamar tradicional de 70%, embora isso não seja regra no mercado nacional.
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