Dezenove estados e o Distrito Federal registraram, em 2025, as menores taxas de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No consolidado nacional, o país fechou o ano com taxa de desocupação de 5,6%, o menor índice já registrado. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e por conta própria. Apenas quem buscou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista é classificado como desocupado. Ao todo, cerca de 211 mil domicílios são visitados em todo o território nacional.
Estados com menores taxas
Entre as unidades da federação, os melhores resultados foram observados em:
- Mato Grosso: 2,2%
- Santa Catarina: 2,3%
- Mato Grosso do Sul: 3,0%
- Espírito Santo: 3,3%
- Paraná: 3,6%
- Rio Grande do Sul: 4,0%
- Minas Gerais e Goiás: 4,6%
- Tocantins: 4,7%
- São Paulo: 5,0%
Outros estados também atingiram mínimos históricos, incluindo Paraíba, Ceará, Pará, Maranhão e o Distrito Federal. Embora não tenha registrado queda em relação a 2024, Rondônia encerrou o ano com 3,3%, o quarto menor índice do país. Já o Amazonas foi o único entre os recordistas que repetiu a taxa do ano anterior, de 8,4%.
Comparação nacional
Do total de 27 unidades da federação, 12 ficaram abaixo da média nacional de 5,6%, enquanto 15 apresentaram taxas superiores. Os maiores níveis de desocupação foram observados principalmente em estados do Nordeste.
O ranking nacional manteve Mato Grosso e Santa Catarina nas primeiras posições, enquanto Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (8,7%) figuraram entre as maiores taxas.
Informalidade ainda elevada
Apesar da melhora no emprego, o levantamento aponta desigualdades regionais no trabalho informal. O Brasil encerrou 2025 com 38,1% de informalidade, mas 18 estados ficaram acima desse patamar, com maior concentração nas regiões Norte e Nordeste. Nessa condição, trabalhadores não contam com direitos como previdência, férias, 13º salário e seguro-desemprego.
Os maiores índices foram registrados no Maranhão (58,7%) e no Pará (58,5%). Já os menores níveis ocorreram em Santa Catarina (26,3%) e no Distrito Federal (27,3%).
Rendimento acima da média em nove unidades
O IBGE também identificou que o Distrito Federal e oito estados apresentaram rendimento médio mensal superior à média nacional de R$ 3.560. O DF liderou com R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Segundo análise do instituto, o resultado histórico do desemprego em 2025 está relacionado ao dinamismo do mercado de trabalho e ao aumento do rendimento real, fatores que contribuíram para a expansão da ocupação no país.
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