Os combustíveis encerraram janeiro em alta no Brasil, conforme dados do levantamento de preços realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A gasolina registrou aumento médio de 1,7% na comparação com dezembro de 2025, atingindo preço médio nacional de R$ 6,33 por litro. O gás de cozinha também apresentou elevação, com alta de 0,4% e preço médio de R$ 110,16 para o botijão de 13 quilos. Já o diesel S10, principal combustível utilizado no transporte de cargas e no agronegócio, subiu 0,6%, com média de R$ 6,11 por litro.
No Brasil, os preços dos combustíveis são livres desde 2002, sendo monitorados semanalmente pela ANP para acompanhar o comportamento do mercado e orientar consumidores e agentes econômicos.
Última semana trouxe leve alívio em alguns produtos
Apesar da alta no acumulado do mês, o comportamento dos preços na última semana de janeiro apresentou estabilidade e até pequenas quedas em alguns combustíveis. Entre os dias 25 e 31, o gás de cozinha recuou 0,2% e o diesel S10 caiu 0,1%. Já a gasolina permaneceu estável no período, sinalizando um possível movimento de acomodação de preços no curto prazo.
Mesmo com essa leve retração semanal, especialistas avaliam que o cenário segue sensível às oscilações do mercado internacional do petróleo, à taxa de câmbio e à dinâmica de oferta e demanda interna.
Diferenças regionais seguem marcando o mercado
Os dados também mostram disparidades relevantes entre regiões brasileiras. Na última semana de janeiro, os maiores preços médios da gasolina e do diesel S10 foram registrados em São Paulo, ambos próximos de R$ 8 por litro. No caso do gás de cozinha, o valor mais elevado foi observado em Boa Vista (RR), onde o botijão chegou a R$ 156.
Essas variações refletem custos logísticos, estrutura de distribuição, carga tributária regional e dinâmica concorrencial entre postos e revendas.
Reflexos para 2026: impacto direto no agro e na inflação
O comportamento dos combustíveis segue sendo um dos principais fatores de atenção para 2026, especialmente para setores como transporte, indústria e agronegócio. O diesel, por exemplo, tem impacto direto no custo do frete, no preço dos alimentos e nas operações agrícolas, influenciando desde o plantio até o escoamento da produção.
Para os consumidores, o cenário reforça a necessidade de atenção ao orçamento familiar, já que combustíveis têm efeito indireto sobre diversos produtos e serviços, contribuindo para a formação da inflação.
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