Aneel leiloa linhas de transmissão com investimentos de R$ 3,3 bilhões

Leilão realizado na B3 marcou a primeira licitação do ano e garantiu contratos para construção de infraestrutura elétrica em 11 estados.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta sexta-feira (27), na sede da B3, em São Paulo, o primeiro leilão de transmissão de energia de 2026. O certame envolveu cinco lotes e prevê investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões, além da geração de mais de 8,4 mil empregos.

Os projetos contemplam a implantação e manutenção de 798 quilômetros de linhas de transmissão, além de subestações com capacidade total de 2.150 megavolt-ampères (MVA). As obras abrangem 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo, com prazos de conclusão entre 42 e 60 meses.

Disputa acirrada

O leilão registrou forte concorrência, com deságios que chegaram a 54,8% em relação aos valores máximos estabelecidos. As empresas Engie Transmissão de Energia e Cymi Construções e Participações foram as principais vencedoras, arrematando dois lotes cada. O Consórcio BR2ET ficou com o lote restante.

O primeiro lote, com ativos no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, foi conquistado pela Cymi, que apresentou proposta de R$ 46,6 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 46,85%. Já o segundo lote, localizado no Paraná e em Santa Catarina, foi arrematado pela Engie, com oferta de R$ 18,1 milhões e redução de 46,89%.

O terceiro lote, dividido em quatro sublotes no Rio Grande do Norte e Ceará, também ficou com a Engie, que apresentou as menores propostas em todas as etapas, atingindo deságio médio de 54,83%.

O lote 4, com empreendimentos na Bahia e Sergipe, foi vencido pelo Consórcio BR2ET, com proposta de R$ 25,5 milhões e deságio de 37,89%.

Por fim, o lote 5, voltado ao atendimento das regiões de Cláudia (MT) e Novo Progresso (PA), foi arrematado pela Cymi, com oferta de R$ 91,1 milhões e deságio de 50,89%.

A Receita Anual Permitida (RAP) define a remuneração das empresas pela prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica, sendo um dos principais critérios de competitividade nos leilões do setor.

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