Senadores de Mato Grosso fecham questão e assinam CPI contra ministros do STF; veja os motivos

A bancada de Mato Grosso no Senado Federal demonstrou total alinhamento nesta terça-feira (10) ao apoiar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os três senadores do estado — Jayme Campos (União Brasil), Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) — assinaram o requerimento protocolado pelo senador Alessandro Vieira. O documento já conta com 35 assinaturas, superando as 27 necessárias para que o pedido comece a tramitar na Casa.

O que será investigado? (Os Focos da CPI)

O pedido de investigação baseia-se em denúncias conectadas ao Banco Master. Confira os pontos principais que os senadores de MT e a oposição pretendem apurar:

🔍 Alvos da CPI no Senado

Ministro Dias Toffoli:
• Venda de um resort ao cunhado do dono do Banco Master.
• Viagem ao Peru em 2025 em jato particular junto a advogados de defesa do banco.
Ministro Alexandre de Moraes:
• Contrato de R$ 129 milhões da esposa do ministro com o Banco Master.
• Mensagens indicando supostos encontros privados com o dono da instituição financeira.

🗣️ O que dizem os senadores de Mato Grosso

A senadora Margareth Buzetti foi enfática em suas redes sociais: “Ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei. Se não querem pautar impeachment, que se instaure a CPI!”. Segundo ela, o cidadão brasileiro tem o direito de transparência sobre os fatos narrados.

Jayme Campos reforçou que sua assinatura é uma defesa da ética pública, enquanto Wellington Fagundes, alinhado à bancada do PL, ratificou o apoio à investigação. O movimento da bancada de MT reflete uma forte pressão da base eleitoral do estado, que cobra posicionamentos firmes em relação ao Judiciário.

Próximos Passos no Senado

A bola agora está com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele é o responsável por ler o requerimento em plenário para que a comissão seja oficialmente instalada.

Apesar do número de assinaturas ser suficiente, o Palácio do Planalto e senadores do PT, PDT e MDB (com exceção do autor do pedido) não apoiam a medida, o que deve gerar uma intensa batalha de bastidores em Brasília nos próximos dias.

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