Democracia se faz com gente, presença e o direito de ter a própria voz garantida. Com esse espírito, Mato Grosso deu uma verdadeira aula de cidadania ao concluir a preparação do eleitorado para as Eleições 2026. Das 2.641.190 pessoas que compõem o nosso eleitorado, um contingente impressionante de 2.476.993 eleitores já está com as impressões digitais cadastradas. São 93,78% dos mato-grossenses prontos para votar com a segurança da biometria, um índice que deixa a média nacional de 89,01% bem para trás.
Esse resultado não nasceu em gabinetes fechados. Ele é fruto de meses de poeira na estrada, barcos cruzando rios e servidores da Justiça Eleitoral montando postos de atendimento em escolas rurais, centros comunitários e praças de vilarejos distantes. Onde havia um cidadão querendo exercer o seu direito, a estrutura do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) deu um jeito de chegar, humanizando o processo e incluindo quem costuma ficar invisível nas estatísticas.
Uma vitória da cidadania e da segurança
Para o vice-presidente e corregedor Eleitoral do estado, desembargador Marcos Machado, o esforço gigantesco trouxe uma blindagem valiosa para o voto de cada um. O magistrado lembra que colocar a tecnologia na ponta dos dedos de quase toda a população elimina qualquer margem de erro ou tentativa de fraude de identidade no dia da votação.
“Esse volume formidável de dados não ocorreu do dia para a noite. Foi uma mobilização bonita que percorreu desde os grandes centros até as vilas mais isoladas. Ver o eleitor colocar a digital no leitor é ter a certeza de que a vontade dele está protegida. É a nossa democracia se fortalecendo de verdade, do jeito que tem que ser”, celebrou o desembargador.
Quando olhamos para o mapa do Centro-Oeste, o feito de Mato Grosso ganha contornos ainda maiores. A região como um todo tem uma média excelente de 92,38% de eleitores biométricos, puxada para cima pelo nosso estado. Na tabela regional, o TRE-MT garantiu a vice-liderança, colado no Distrito Federal (94,05%), que tem a vantagem de ser uma área puramente urbana e compacta.
Confira como ficou o ranking da biometria entre os vizinhos do Centro-Oeste:
| Estado / Região | Percentual de Biometria | Desafio Territorial |
|---|---|---|
| Distrito Federal | 94,05% | Área estritamente urbana e de fácil acesso |
| Mato Grosso | 93,78% | Dimensões continentais, logística amazônica e pantaneira |
| Goiás | 93,52% | Malha urbana consolidada e municípios integrados |
| Mato Grosso do Sul | 87,35% | Média abaixo do patamar nacional |
Lidar com o tamanho de Mato Grosso e vencer as barreiras do Pantanal e da Amazônia para cadastrar o povo mostra que, quando há vontade, a distância não vira desculpa. Deixamos Goiás com seus 93,52% na terceira posição e o vizinho Mato Grosso do Sul bem atrás, estacionado nos 87,35%.
A virada de chave no interior
Para entender o tamanho dessa conquista, o juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, sugere uma viagem no tempo até junho de 2025. Naquela época, o cenário preocupava: 30 municípios mato-grossenses estavam travados com menos de 75% de seus eleitores cadastrados, correndo o risco real de deixar muita gente de fora da modernização.
Havia cinco cidades com menos de metade do povo recadastrado e outras dezenas patinando em patamares baixos. “Todo o desenho logístico foi alterado para mudar essa história. O balanço atual mostra que não temos mais nenhuma cidade abaixo dos 75%. Hoje, 102 municípios ostentam taxas superiores a 90,25%. A modernidade deixou de ser um privilégio da capital e virou realidade no dia a dia do interior”, destacou o juiz.
Os campeões de mobilização
Cidades pequenas deram um show de organização comunitária neste último ano. Duas arrancadas chamaram a atenção: Reserva do Cabaçal saiu de modestos 45,16% para os atuais 92,09%, enquanto Confresa, no Norte Araguaia, saltou de 33,5% para quase 80% de cobertura.
No topo da lista, a pequena Araguainha deu o exemplo máximo: alcançou 100% de seus 1.236 eleitores com as digitais devidamente coletadas. Seguidamente, Ponte Branca (99,9%), Planalto da Serra (99,71%), Indiavaí (99,66%) e Vale de São Domingos (99,63%) provaram que o interior tem uma força comunitária gigante quando o assunto é exercer a cidadania.
O analista judiciário Kelsen de Magalhães França, responsável técnico pelo projeto, revelou um dado que coroa Mato Grosso no cenário regional: 38 municípios do estado ultrapassaram a barreira dos 98% de cobertura. Em todo o Centro-Oeste, apenas 40 cidades atingiram esse patamar de excelência — sendo 38 mato-grossenses e apenas duas sul-mato-grossenses.
Informação que chega ao campo
O grande segredo dessa virada atende por uma estratégia simples e muito humana: o mutirão. Foram mais de 800 ações diretas de atendimento itinerante, levando os computadores e mesários até aldeias indígenas, assentamentos rurais e comunidades ribeirinhas de difícil acesso.
E como o povo ficou sabendo? Pelo rádio, o grande companheiro do homem do campo no interior de Mato Grosso. O TRE-MT produziu 412 spots de rádio personalizados, que rodavam nas emissoras locais avisando os horários e locais exatos das equipes, conversando diretamente com o trabalhador no eito, com o produtor na fazenda e com a dona de casa na cidade.
Além das ondas do rádio, a internet jogou junto. Foram mais de 400 artes gráficas para as redes e dezenas de informativos sob medida enviados direto em grupos de WhatsApp e Telegram das comunidades, criando uma rede orgânica de avisos. Faixas e banners nos comércios locais completaram o corpo a corpo visual. O resultado de tanto cuidado é que, nas Eleições 2026, Mato Grosso vai às urnas com a certeza de que cada voto colhido no interior tem a força, o valor e a segurança que a nossa gente merece.
Com informações da assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.
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