Mauro Mendes deve anunciar renúncia ao governo de Mato Grosso no dia 31 e mira disputa ao Senado

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), deve anunciar no dia 31 de março de 2026 sua renúncia ao comando do Palácio Paiaguás. A decisão deve ser comunicada durante uma reunião com secretários e integrantes do governo, marcada para um café da manhã com todo o staff.

A saída do cargo faz parte da estratégia para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de outubro.

Caso a renúncia seja confirmada, quem assume o governo é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que ficará à frente do Executivo estadual até o fim do mandato.

Além de comandar o Estado, Pivetta deve disputar a reeleição ao governo, iniciando a campanha após assumir oficialmente o cargo.

Nos bastidores, aliados afirmam que a decisão de Mauro Mendes já está praticamente definida, apesar de o governador ainda não confirmar publicamente.

Secretários também devem deixar cargos

A reunião do dia 31 também deve marcar a saída de secretários que pretendem disputar as eleições deste ano. Pela legislação eleitoral, candidatos precisam deixar cargos públicos dentro do prazo de desincompatibilização.

Entre os nomes cotados para deixar o governo estão:

  • Gilberto Figueiredo – secretário de Saúde

  • Fábio Garcia – chefe da Casa Civil

  • Coronel PM Roveri – secretário de Segurança Pública

  • Alan Porto – secretário de Educação

  • Allan Kardec – secretário de Ciência e Tecnologia

Os cinco são apontados como pré-candidatos a deputado estadual ou federal.

Mauro Mendes pode disputar Senado

O governador é apontado como pré-candidato ao Senado e deve concorrer por uma das duas vagas que estarão em disputa.

Nos bastidores políticos, também se comenta a possibilidade de a primeira-dama Virgínia Mendes participar da eleição, possivelmente na disputa por vaga na Câmara Federal, embora isso não tenha sido confirmado oficialmente.

Outro nome citado é o do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, que pode ser suplente em uma eventual chapa ao Senado.

Prazo eleitoral pressiona decisão

Pela legislação, governadores que pretendem disputar outro cargo precisam deixar o mandato até o início de abril. Por isso, o dia 31 de março é considerado decisivo para a definição.

Com a saída, o vice-governador terá cerca de oito meses no comando do Estado antes das eleições.

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