STF garante espaços de amamentação em shoppings para funcionárias

O Supremo Tribunal Federal confirmou a obrigatoriedade de espaços adequados para amamentação em shoppings para funcionárias das lojas. A decisão estabelece que a responsabilidade pela estrutura é da administração dos centros comerciais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que shoppings centers devem assegurar espaços adequados para amamentação destinados às funcionárias das lojas instaladas em seus empreendimentos.

A Corte confirmou a validade de dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que determina que empresas com mais de 30 trabalhadoras disponibilizem local apropriado para que mães possam amamentar seus filhos durante a jornada de trabalho.

Segundo o entendimento firmado, a obrigação deve ser cumprida pela administração dos shoppings, e não individualmente pelos lojistas. O tribunal também estabeleceu prazo de até um ano para que os centros comerciais se adequem à decisão.

O processo teve origem em um recurso apresentado por um shopping de Natal, que havia sido condenado pela Justiça do Trabalho a oferecer o espaço destinado à amamentação para funcionárias das lojas do complexo.

A administração do empreendimento argumentou que a responsabilidade deveria ser dos lojistas, uma vez que são eles os empregadores diretos das trabalhadoras.

Posicionamento dos ministros

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, reconheceu a obrigação dos shoppings em disponibilizar o espaço, mas destacou a possibilidade de repasse dos custos aos lojistas responsáveis pelas funcionárias beneficiadas.

O ministro Flávio Dino discordou da tese de impacto financeiro elevado e afirmou que o setor de shoppings apresenta solidez econômica, além de destacar que o próprio Supremo já dispõe de estrutura semelhante para servidoras.

O ministro Alexandre de Moraes defendeu que não é razoável exigir que cada loja tenha sua própria estrutura, considerando que a administração do shopping pode centralizar o espaço de forma mais eficiente.

A ministra Cármen Lúcia reforçou a proteção constitucional à maternidade e destacou a importância de condições adequadas para o bem-estar das mães trabalhadoras durante o período de amamentação.

Os demais ministros acompanharam o entendimento, formando decisão unânime no plenário da Corte.

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