A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, , confirmou nesta quarta-feira (4) que deixará o comando da pasta no próximo dia 31 de março. A saída segue o calendário eleitoral e ocorre para que ela possa concorrer a uma vaga no Senado Federal.
Para o posto, foi indicado , atual secretário-executivo do , conhecido como Conselhão.
Ambos participaram do seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, realizado no Palácio do Planalto. O encontro reafirmou o enfrentamento ao feminicídio como prioridade nacional e compromisso permanente do Estado brasileiro.
Durante o evento, Gleisi destacou que 13% das vítimas de feminicídio no país possuíam medida protetiva no momento do crime. Segundo ela, o dado reforça a necessidade de discutir mecanismos que garantam a efetividade imediata dessas decisões judiciais.
A ministra também questionou o contraste entre os avanços na ocupação de espaços de poder pelas mulheres e a persistência das desigualdades socioeconômicas e da violência de gênero. Para ela, a raiz do problema é cultural e está ligada à formação histórica da sociedade brasileira.
Gleisi lembrou que a participação feminina na vida pública é recente e que, por décadas, normas legais restringiram a autonomia das mulheres, tratadas como extensão da autoridade do marido.
O seminário é resultado das primeiras deliberações do Pacto Brasil entre os Três Poderes, lançado em fevereiro para enfrentar o feminicídio e outras formas de violência. A iniciativa reúne Executivo, Legislativo e Judiciário em ações voltadas à prevenção, proteção, responsabilização e garantia de direitos, com foco na integração das políticas públicas e no fortalecimento da rede de atendimento.
Conselhão
O evento promovido pelo Conselhão reuniu autoridades, representantes do setor privado e integrantes da sociedade civil. Entre os participantes esteve a ativista , símbolo da luta contra a violência doméstica no país.
Ela dá nome à , principal instrumento legal de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.
Ligue 180
Em situações de violência contra a mulher, o atendimento pode ser feito pelo telefone 180, disponível gratuitamente 24 horas por dia, inclusive em feriados. O serviço é sigiloso e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias.
Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.
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