Saúde mental entra em foco na expansão de atendimento juvenil em MT

Alta demanda pressiona rede pública e expõe necessidade de ampliar serviços especializados para jovens.

Como atender uma demanda crescente por cuidados psicológicos entre jovens? Esse foi o ponto central de debate em reunião realizada nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Alta demanda por saúde mental infantojuvenil

Dados apresentados durante o encontro indicam que cerca de 162 mil crianças e adolescentes fazem parte do público potencial da rede de saúde mental no município. O número elevado reforça a necessidade de ampliar o atendimento psicossocial para jovens.

Atualmente, existem apenas duas unidades especializadas para esse público, o que é considerado insuficiente diante da demanda crescente por cuidados psicológicos e psiquiátricos.

Ampliação dos serviços e atendimento contínuo

Especialistas apontam que o município já atende aos critérios técnicos para expandir a rede de Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil. Entre as propostas, está a implantação de unidades com funcionamento 24 horas, capazes de atender casos urgentes de forma contínua.

Atualmente, os serviços operam em horários limitados, o que pode gerar lacunas no atendimento, especialmente em situações emergenciais fora do expediente.

Como funciona o atendimento

O modelo adotado é de porta aberta, permitindo que qualquer paciente busque atendimento sem necessidade de encaminhamento prévio. Entre os serviços oferecidos estão:

  • Atendimento individual e em grupo
  • Acompanhamento multiprofissional
  • Atividades terapêuticas, como arteterapia
  • Ações educativas e lúdicas

Essas estratégias têm apresentado resultados positivos no tratamento e na reintegração social dos jovens.

Falta de protocolos e desafios no sistema

Outro ponto crítico levantado foi a ausência de protocolos padronizados na rede básica de saúde. A falta de diretrizes claras pode atrasar diagnósticos e dificultar o encaminhamento adequado de casos de transtornos mentais.

Além disso, a desarticulação entre órgãos públicos tem levado à judicialização de atendimentos, elevando custos e prolongando o sofrimento das famílias.

Impactos sociais e papel da família

O cuidado com a saúde mental vai além das unidades de atendimento. Especialistas destacam a importância do envolvimento familiar e da rede de apoio social no processo terapêutico.

O objetivo principal é garantir que crianças e adolescentes não sejam institucionalizados, mas sim reintegrados ao convívio social com qualidade de vida.

Busca por soluções rápidas

Apesar de avanços na estruturação da rede, ainda há necessidade de respostas mais ágeis. Famílias relatam dificuldades para acessar serviços, especialmente em casos de urgência e dependência química entre adolescentes.

A articulação entre instituições e a ampliação dos serviços são apontadas como medidas essenciais para melhorar o atendimento psicossocial e reduzir falhas no sistema.

E você, o que pensa sobre a ampliação da saúde mental para jovens? Comente sua opinião!

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