Como melhorar a mobilidade urbana para milhares de pessoas que dependem do transporte coletivo? Este foi o tema central de uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (13). O debate focou no Projeto de Lei Complementar nº 48/2025, que institui o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (PlanMob-VRC).
A proposta visa reestruturar o deslocamento em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento, com a meta de atender cerca de 300 mil usuários diariamente em Mato Grosso.
Pilares do novo sistema de transporte
O PlanMob-VRC não é apenas um projeto de infraestrutura, mas uma reorganização lógica do transporte intermunicipal. Entre os principais eixos discutidos estão:
- Integração Tarifária: Possibilidade de deslocamento entre municípios da região metropolitana pagando apenas uma tarifa;
- Implantação do BRT (Bus Rapid Transit): Uso de corredores exclusivos para dar agilidade e previsibilidade ao tempo de viagem;
- Reforma de Terminais: Modernização das estruturas de embarque e desembarque para maior conforto dos passageiros;
- Sustentabilidade: Estímulo ao transporte coletivo para reduzir o volume de veículos individuais e a emissão de poluentes.
Acessibilidade e benefícios sociais
O plano de mobilidade dedica atenção especial à inclusão. O texto prevê que toda a frota e os pontos de parada recebam adaptações como rampas, elevadores e sinalização em braille. Além disso, a proposta avança na garantia de direitos sociais importantes:
- Passe Livre Intermunicipal: Discussão sobre a gratuidade para estudantes que precisam atravessar fronteiras municipais para estudar;
- Gratuidade para PCD: Isenção de tarifa para pessoas com deficiência e seus acompanhantes em trajetos metropolitanos;
- Capacitação: Treinamento obrigatório para motoristas e cobradores sobre atendimento inclusivo.
Logística voltada à Saúde Pública
Um ponto crítico levantado por especialistas durante a audiência foi a conexão com o novo Hospital Universitário. Com a expectativa de um enorme fluxo diário de pacientes e servidores, o plano prevê o reforço de linhas específicas para evitar a sobrecarga do sistema atual e garantir o acesso rápido ao atendimento médico.
Próximos passos
Já aprovado em primeira votação, o projeto passará por novos ajustes no Legislativo antes da análise final em plenário. A expectativa é que parte da estrutura física comece a ser entregue no segundo semestre deste ano, com a operação do sistema ocorrendo de forma gradual.
Reportagem baseada em informações oficiais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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