A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação da busca e apreensão realizada pela Polícia Federal contra o parlamentar.
O senador foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
No recurso apresentado ao STF, os advogados afirmam que o senador jamais atuou no Congresso para favorecer o Banco Master.
Segundo a defesa, a única proposta apresentada por Jaques Wagner sobre o tema teria sido uma emenda à Medida Provisória 1106/2022, com foco na limitação de juros e na proteção do consumidor, o que, segundo os advogados, seria contrário aos interesses da instituição financeira investigada.
Sobre os valores em espécie encontrados durante a operação, o advogado Pablo Domingues declarou que o dinheiro tem origem lícita e devidamente comprovada.
Ele afirmou que parte dos recursos seria proveniente de diárias pagas pelo Senado em missões oficiais no exterior, enquanto outra parcela teria sido obtida por meio de operações bancárias formais, com registro regular.
O advogado também sustentou que não haveria irregularidades na apreensão dos valores e destacou que o Ministério Público Federal já teria considerado a medida prematura.
O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
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