O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, reagiu com indignação à denúncia de que estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estariam compartilhando mensagens misóginas e ofensivas contra alunas. O caso foi levado ao plenário durante a sessão desta quarta-feira (6).
A denúncia aponta a existência de uma lista onde acadêmicas eram classificadas de maneira violenta e degradante. Para o parlamentar, o episódio é um “absurdo inaceitável” que fere os princípios éticos e jurídicos esperados de futuros operadores do Direito.
Acompanhamento pela Procuradoria da Mulher
Max Russi anunciou que a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa acompanhará de perto os desdobramentos da investigação interna da universidade e das autoridades policiais. O objetivo é garantir que o caso não seja tratado com normalidade e que as medidas administrativas e criminais sejam aplicadas com rigor.
“Não é aceitável que mulheres que estão realizando os seus sonhos e de suas famílias dentro de uma universidade federal fiquem à mercê de uma violência gratuita e simbólica como esta”, afirmou o deputado.
Impacto no ambiente acadêmico
O parlamentar destacou que a misoginia no ambiente acadêmico cria um clima de insegurança e desrespeito que prejudica o desenvolvimento das estudantes. Segundo Russi, a ALMT atuará para cobrar:
- Punição Rigorosa: Identificação e responsabilização dos autores das mensagens;
- Medidas Urgentes: Resposta imediata da reitoria da UFMT para proteger as vítimas;
- Combate à Violência Simbólica: Ações preventivas para que episódios semelhantes não voltem a ocorrer na instituição.
Prevenção e segurança pública
Durante seu pronunciamento, o presidente da Casa alertou que manifestações de ódio contra mulheres em grupos de mensagens são, muitas vezes, o estágio inicial de agressões físicas e crimes mais graves. Ele reforçou que o poder público deve agir com tolerância zero contra qualquer forma de discriminação de gênero.
O caso segue sob análise da UFMT, que deve instaurar um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta dos alunos envolvidos na suposta lista. A mobilização política na ALMT sinaliza que o Legislativo estadual manterá a pressão por transparência e justiça no episódio.
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