Grupo criminoso movimenta R$ 2,8 milhões com drogas, golpes e jogos ilegais em MT e GO

Investigação revela estrutura organizada, divisão de tarefas e uso de “laranjas” para ocultar dinheiro obtido com atividades ilícitas

Uma organização criminosa com atuação em Mato Grosso e Goiás está no centro da terceira fase da Operação “Tudo 2”, deflagrada nesta quinta-feira (7). O grupo é investigado por movimentar cerca de R$ 2,8 milhões em pouco mais de um ano, a partir de uma rede de atividades ilegais que inclui tráfico de drogas, golpes virtuais e exploração de jogos de azar.

As investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), apontam que o grupo operava de forma estruturada, com funções bem definidas entre seus integrantes. Havia responsáveis pela arrecadação, gerenciamento financeiro e execução das atividades ilícitas, além de mecanismos para ocultar a origem do dinheiro.

Esquema envolvia tráfico, apostas ilegais e cobranças internas

Segundo o Gaeco, os recursos tinham múltiplas origens. O tráfico de drogas aparece como uma das principais fontes, mas o grupo também atuava na aplicação de golpes virtuais e na movimentação de valores ligados a apostas online e jogos ilegais.

Outro ponto identificado foi a cobrança de taxas internas dentro da própria organização, prática comum em facções criminosas, utilizada para manter o funcionamento das atividades e financiar novas ações ilícitas.

O dinheiro arrecadado era reinvestido no próprio esquema, fortalecendo a atuação do grupo e ampliando sua capacidade operacional.

Uso de “laranjas” e benefícios sociais chama atenção

Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o uso de pessoas com perfil vulnerável para movimentar recursos. Parte das transações financeiras era realizada por indivíduos que recebiam benefícios sociais, utilizados como “laranjas” para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Ao todo, os investigados teriam movimentado cerca de R$ 2,8 milhões em aproximadamente um ano, evidenciando a dimensão do esquema e a capacidade de articulação da organização.

Operação mira líderes e icriminntegrantes do esquema

A ofensiva policial cumpre 40 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão, em cidades como Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Cuiabá e Novo São Joaquim, além de Aragarças.

A operação é resultado de desdobramentos de fases anteriores, que já haviam identificado lideranças e membros responsáveis pela coordenação das atividades criminosas.

A ação conta com apoio integrado das forças de segurança de Mato Grosso e Goiás, incluindo polícias Militar, Civil e Penal, reforçando o enfrentamento ao crime organizado na região.

As investigações continuam e buscam aprofundar a identificação de todos os envolvidos, bem como o fluxo financeiro da organização.

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