CPI da Saúde da ALMT investiga ataque hacker que apagou dados da Secretaria de Saúde de MT

Comissão pede esclarecimentos sobre invasão que afetou sistemas da SES e busca apurar impactos nos dados.

A segurança digital das instituições públicas e a integridade dos arquivos históricos de Mato Grosso entraram de forma definitiva no radar do Poder Legislativo. O que aconteceu com os dados da Secretaria de Estado de Saúde após o ataque cibernético? Essa é uma das principais e mais complexas perguntas que a CPI da Saúde da Assembleia Legislativa (ALMT) busca responder com urgência ao ampliar o escopo de suas investigações sobre a invasão criminosa que comprometeu sistemas eletrônicos e causou a perda de informações estratégicas da pasta. O presidente da comissão parlamentar, deputado estadual Wilson Santos, apresentou um requerimento formal direcionado ao Governo do Estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) para obter esclarecimentos técnicos sobre o grave incidente, registrado há cerca de três meses.

Segundo a coordenação dos trabalhos da comissão, a CPI da Saúde quer ter acesso irrestrito a informações completas sobre o ataque cibernético, incluindo a listagem exata de todos os sistemas que foram afetados, as medidas de contingência adotadas para conter os danos em tempo real e os procedimentos de segurança digital utilizados para a recuperação e proteção dos dados comprometidos. O parlamentar considera essencial que os órgãos estaduais responsáveis apresentem relatórios detalhados sobre o caso, destacando que a investigação busca compreender a fundo como ocorreu a invasão digital e quais os impactos reais causados ao patrimônio documental da secretaria.

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Deputado Wilson Santos solicita perícia técnica federal para avaliar extensão dos danos

Entre os pedidos oficiais apresentados pela comissão para o andamento dos trabalhos, destaca-se a solicitação formal de uma perícia técnica de nível federal para analisar minuciosamente as circunstâncias do ataque. O objetivo central é avaliar juridicamente e tecnicamente a real extensão dos prejuízos causados aos arquivos digitais e aos bancos de dados da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com as declarações do deputado Wilson Santos, o fato de a divulgação ampla do caso ocorrer apenas meses após o acontecimento levanta uma série de questionamentos que precisam ser prontamente esclarecidos pela administração pública. A comissão parlamentar pretende identificar eventuais falhas críticas nos mecanismos de segurança digital do Estado e entender como ocorreu o processo de perda de informações sensíveis.

Os eixos estruturais desta nova etapa de fiscalização da comissão reúnem:

  • Pedido de Esclarecimentos: Envio de requerimentos diretos ao Governo do Estado e à gerência da MTI;
  • Suporte Federal: Solicitação de uma perícia técnica de órgãos federais sobre o ataque cibernético;
  • Impacto Institucional: Apuração profunda sobre os danos causados a arquivos históricos e bancos de dados;
  • Gestão da Saúde Pública: Continuidade paralela das investigações sobre contratos e procedimentos da pasta;
  • Oitiva com Delegados: Depoimentos agendados com autoridades da Deccor ligadas à Operação Espelho.

Operação Espelho e pagamentos indenizatórios na SES-MT seguem na pauta da CPI da Saúde

A CPI da Saúde também faz questão de relacionar esse episódio de apagão digital ao avanço natural das investigações sobre a gestão geral da saúde pública estadual. O grupo de trabalho segue analisando rigorosamente uma série de contratos de prestação de serviços, fluxos de pagamentos e procedimentos administrativos que foram realizados ao longo dos últimos anos. Durante suas declarações públicas, o parlamentar que preside a comissão voltou a citar veementemente questionamentos sobre a utilização continuada de pagamentos por meio de indenização, mesmo após a expressa assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE) ainda no ano de 2019.

Dando sequência aos trabalhos práticos do colegiado, a CPI da Saúde programou para os próximos dias uma oitiva com delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Essas autoridades policiais foram as responsáveis diretas pela condução da Operação Espelho, que foi deflagrada originalmente em 2021 com o objetivo de investigar supostas e graves irregularidades em contratos de prestação de serviços médicos e pagamentos ligados à estrutura da Secretaria de Estado de Saúde. A expectativa da Assembleia Legislativa é que esses novos esclarecimentos contribuam para ampliar a transparência pública sobre o caso da invasão hacker e reforcem as conclusões da comissão parlamentar ao longo deste ano de 2026.

Ficha Técnica da Investigação Parlamentar Detalhes do Requerimento Oficial (2026)
Alvo Principal da Nova Pauta Ataque cibernético e perda de dados na Secretaria de Saúde
Autor do Requerimento Deputado Wilson Santos (Presidente da CPI)
Órgãos Notificados para Esclarecer Governo de Mato Grosso e MTI (Empresa de Tecnologia)
Operação Policial Correlata Operação Espelho (Deflagrada pela Deccor em 2021)
Histórico de TAC Mencionada Acordo firmado entre SES-MT e Ministério Público em 2019

A investigação aberta pela CPI da Saúde sobre o ataque cibernético na Secretaria de Saúde joga luz sobre a fragilidade dos sistemas de proteção de dados do Governo de Mato Grosso, evidenciando que o desaparecimento de arquivos e históricos médicos sensíveis justamente em meio a uma apuração de corrupção é uma coincidência alarmante que exige explicações imediatas, embora gestores estaduais e técnicos de TI lembrem com frequência que invasões hackers a grandes corporações e governos ocorrem no mundo inteiro e que o foco da MTI deve ser o restabelecimento seguro dos backups sem palanque político, demonstrando de forma cristalina que a transparência na recuperação desses dados ditará a credibilidade da gestão da saúde pública do estado ao longo deste ano de 2026. Você considera que a Assembleia Legislativa deveria aprovar uma lei proibindo o Governo do Estado de realizar qualquer tipo de pagamento indenizatório sem licitação na saúde sob pena de crime de responsabilidade, ou acredita que o uso de contratos indenizatórios temporários é um recurso administrativo justificável para evitar o colapso no atendimento dos hospitais públicos? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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