O “Milho na Era Bio” será tema da 6ª Edição do Encontro Técnico do Milho da Fundação Mato Grosso

Evento realizado em Cuiabá (MT) traz palestras de especialistas sobre biotecnologias, bioinsumos e bioenergia

No dia 27 de novembro, será realizada a 6ª edição do Encontro Técnico do Milho, promovida pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de MT (Fundação MT). O evento, no hotel Gran Odara, em Cuiabá, vai trazer temas que impactam diretamente a rotina dos produtores rurais, com painéis, debates e espaço para esclarecimento de dúvidas. A programação será dividida em quatro painéis principais: Mercado e Relato de Safra 2025, Bioinsumos, Biotecnologias e Bioenergia.

Na abertura, a partir de 8h da manhã, o engenheiro agrônomo, produtor rural e sócio-diretor da Agroconsult, André Debastiani, fala sobre os cenários para o mercado de milho na safra 25/26.

No painel direcionado à área de biotecnologias, um dos focos será o combate à lagarta Spodoptera frugiperda. Especialistas vão discutir estratégias que podem ajudar o produtor a manter a eficiência produtiva e bons níveis de rentabilidade, mesmo diante da redução da eficácia de algumas ferramentas, como as tecnologias a partir de organismos vivos.

As biotecnologias têm sido grandes aliadas no controle da Spodoptera frugiperda há cerca de 20 anos, desde o lançamento da primeira geração. No entanto, nesse período, foram registrados diversos casos de resistência, resultado da alta capacidade de adaptação da praga e da falta de áreas de refúgio, fundamentais para garantir a sustentabilidade dessas tecnologias.

A especialista em entomologia da Fundação MT, Mariana Ortega, explica que a última tecnologia Bt com proteína VIP3A foi lançada em 2011. Desde então, não houve atualização, e a terceira geração já apresenta sinais de resistência em várias regiões. O desafio atual é integrar biotecnologias a outras ferramentas de manejo, como controles químico, biológico e comportamental.

“O produtor precisa, primeiramente, ter acesso a materiais convencionais (não BT) competitivos em relação ao potencial produtivo, que é a primeira característica analisada para a escolha de um híbrido. No entanto, com monitoramento adequado e planejamento, é possível realizar um bom manejo sem comprometer a produtividade e a rentabilidade”, diz a especialista.

Monitoramento e manejo

O monitoramento é o ponto de partida para um manejo eficiente. O uso de armadilhas de feromônio permite identificar a chegada da Spodoptera frugiperda e intensificar a observação de ovos e lagartas. Detectar a praga nos estágios iniciais é essencial para garantir a eficácia das estratégias de controle, químicas, biológicas ou comportamentais.

“Dentro do sistema produtivo no qual estamos inseridos hoje, soja, milho e algodão, considero essa espécie a mais desafiadora, devido ao alto potencial reprodutivo, à alta polifagia e ao alto poder de adaptação. O histórico que se tem de seleção de resistência deixa muito claro que é só uma questão de tempo para que isso ocorra novamente”, afirma Mariana Ortega.

Fitotecnia e planejamento

A pesquisadora de Fitotecnia da Fundação MT, Daniela Dalla Costa, explica que conhecer as condições da lavoura e as características do híbrido permite ao produtor ajustar o manejo e reduzir riscos de perda de produtividade. O monitoramento e resultados regionais obtidos a partir de ensaios da Fundação MT são essenciais para decisões mais precisas e adaptadas à realidade local.

“É importante destacar que o milho, dentro do sistema de produção, é a cultura secundária, ou seja, os maiores investimentos sempre são feitos na cultura da soja, que antecede o milho. Portanto, garantir a eficiência dos manejos adotados no milho é primordial para que se mantenha não só a rentabilidade do milho, mas do sistema de produção como um todo”, acrescentou a pesquisadora.

O tema será abordado em um dos painéis do evento, com foco nos principais aprendizados da última safra de milho. O objetivo é auxiliar os produtores no planejamento das próximas safras, contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e do crescimento da agricultura mato-grossense.

Programação: Encontro Técnico do Milho

A 6ª edição do Encontro Técnico do Milho da Fundação MT contará com quatro painéis temáticos ao longo do dia. O Painel 1 – Mercado e Relato de Safra 2025, com início às 8h, trará análises de especialistas sobre o cenário atual e perspectivas para o setor, além de relatos de produtores rurais e uma mesa-redonda.

Na sequência, o Painel 2 – Bioinsumos: Cenário Global, Tendências e Sustentabilidade apresentará palestras e experiências de produtores sobre o uso de bioinsumos, seguido de mesa-redonda e intervalo para café da manhã, com espaço para networking.

Após o almoço, o Painel 3 – Biotecnologias: Foco em Spodoptera frugiperda abordará aprendizados e desafios após duas décadas de uso das tecnologias Bt. O debate incluirá estratégias de manejo, sustentabilidade e escolha de híbridos, finalizando com uma mesa-redonda.
Encerrando a programação, o Painel 4 – Bioenergia discutirá o mercado de etanol, DDG e oportunidades comerciais ligadas ao setor.

INFORMAÇÕES E SERVIÇOS: O evento será no dia 27 de novembro, com credenciamento a partir das 7h da manhã e encerramento com um coquetel de confraternização, às 19h.

As inscrições estão disponíveis no site fundacaomt.com.br, na aba “6º Encontro Técnico do Milho”. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (66) 99647-9027.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,05
-0,14
Alto Araguaia
43,25
0,12
Alto Garças
43,20
0,12
Campo Novo do Parecis
41,50
-0,36
Campo Verde
43,45
0,12
Campos de Júlio
41,70
-0,12
Canarana
40,90
-0,24
Diamantino
42,25
-0,35
Ipiranga do Norte
38,05
0,13
Lucas do Rio Verde
38,15
0,26
Mato Grosso
40,33
0,01
Matupá
36,15
-0,28
Nova Mutum
38,70
0,26
Nova Ubiratã
38,20
0,13
Porto dos Gaúchos
36,90
-0,14
Primavera do Leste
43,65
0,34
Querência
40,25
-0,37
Rondonópolis
44,95
0,33
Sapezal
42,05
-0,12
Sinop
39,80
0,25
Sorriso
40,60
0,25
Tangará da Serra
42,35
-0,35
Vila Rica
39,45
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
26,00
2,13
Alto Araguaia
42,25
1,30
Campo Novo do Parecis
33,32
1,65
Campo Verde
36,96
1,49
Campos de Júlio
30,96
1,80
Canarana
34,02
1,62
Diamantino
33,01
1,69
Ipiranga do Norte
30,71
1,80
Lucas do Rio Verde
32,82
1,70
Mato Grosso
33,34
1,65
Nova Mutum
32,09
1,72
Nova Ubiratã
30,97
1,80
Porto dos Gaúchos
43,87
1,26
Primavera do Leste
36,98
1,50
Querência
32,27
1,71
Rondonópolis
38,75
1,42
Sapezal
31,78
1,73
Sinop
30,64
1,81
Sorriso
31,88
1,73
Tangará da Serra
32,39
1,72
Vila Rica
39,90
1,39
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
502,60
-0,23
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
301,03
-1,43
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
186,72
-1,18
Campo Novo do Parecis - Santos
507,50
-0,98
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
0,00
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
100,00
1,69
Campo Verde - Santos
430,00
0,00
Canarana - Alto Araguaia
185,00
-2,63
Canarana - Paranaguá
454,88
-0,03
Canarana - Santos
470,55
0,00
Canarana - Uberlândia
290,00
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
460,81
-0,04
Diamantino - Rondonópolis
162,00
0,62
Diamantino - Santos
490,86
0,01
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
389,87
-0,46
Rondonópolis - Santos
409,01
0,99
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,34
0,24
Sorriso - Miritituba
331,25
-0,90
Sorriso - Paranaguá
505,64
-0,69
Sorriso - Rondonópolis
178,78
-2,04
Sorriso - Santos
522,62
0,00
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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