Pesquisa da Fundação Rio Verde apresenta efeito de produtos foliares na nutrição da soja na safra 2025/2026

Ensaio conduzido pela equipe de nutrição de plantas avaliou dezenas de produtos nutricionais e fisiológicos aplicados na cultura da soja.

A Fundação Rio Verde conduziu, durante a safra 2025/2026, um amplo ensaio para avaliar o efeito de produtos foliares na nutrição da soja. O trabalho, coordenado pelo engenheiro agrônomo Rodrigo Pengo, e toda a equipe de nutrição de plantas, reuniu vários produtos e testou diferentes categorias de insumos, entre eles produtos nutricionais, fisiológicos, hormonais e à base de ácidos húmicos e fúlvicos, que foram aplicados conforme as recomendações e dosagens indicadas pelos fabricantes.

Segundo Pengo, um dos fatores que influenciaram os resultados deste ciclo foi justamente a ausência de problemas climáticos severos. “A safra 2025/2026 teve chuvas bem distribuídas, sem veranicos, que são períodos de estiagem durante o desenvolvimento da lavoura e com incidência solar adequada no período que a planta necessitava, então esses fatores contribuíram para um resultado muito semelhante entre os tratamentos”, afirmou.

Pengo explica que nas condições praticamente ideais, os ensaios não registraram diferenças estatisticamente significativas de produtividade entre as parcelas tratadas com os produtos foliares.

“Alguns produtos até apresentaram ganhos numéricos, mas quando os dados de todas as repetições do experimento foram analisados estatisticamente, nenhum produto se destacou de forma consistente, seja para mais, seja para menos, tudo isso em um ano de condições climáticas favoráveis, ou seja, a planta conseguiu se desenvolver bem por conta própria” afirma o pesquisador.

El Niño e o cenário para a safra 2026/2027

O pesquisador destaca, no entanto, que a próxima safra 2026/2027 os resultados devem ser bem diferentes. As previsões climáticas já apontam para um El Niño de forte intensidade, fenômeno que na região de Mato Grosso costuma provocar períodos de intensa estiagem.

Segundo o pesquisador, “é justamente nesses momentos de estresse climáticos que os produtos foliares tendem a mostrar seu maior potencial de resposta e garantir plantas nutridas e de grande produção”, afirma ele.

Por que nutrir a planta é importante?

Pengo explica que o objetivo biológico da planta é sempre produzir grãos para perpetuar a espécie. Uma planta mal nutrida ou submetida a estresses climáticos, tentará produzir mesmo assim, mas com os recursos limitados, resultará em grãos mais leves e com isso uma menor produtividade.

“A planta bem nutrida, seja do ponto de vista nutricional ou fisiológico, chega mais preparada para enfrentar períodos críticos, como veranicos. Isso permite que ela produza grãos mais pesados e bem formados, refletindo diretamente em maior produtividade” explica.

Comparações com a próxima safra

Mesmo sem diferenças expressivas de produtividade neste ciclo, a Fundação Rio Verde segue analisando os resultados entre as safras. Segundo Pengo, o objetivo do trabalho é justamente oferecer informação de qualidade ao produtor.

“Tudo indica que serão dois cenários diferentes entre a última safra e a próxima, então nossas pesquisas têm o objetivo de mostrar ao produtor o que realmente acontece na lavoura, e assim baseado em resultados e dados técnicos, ele possa tomar decisões mais assertivas na hora de produzir”, finaliza.

Para mais informações e conferir as pesquisas publicadas, acesse: Manejo Fisiológico e Nutricional via Aplicações Foliares na Soja: fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Manejo-Fisiologico-e-Nutricional-via-Aplicacoes-Foliares-na-Cultura-da-Soja.pdf

(com Assessoria/Verbo Press)

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