Mato Grosso no fio da história: pluma ganha força e produtividade surpreende em 24/25

Clima favorável compensou atrasos e impulsionou produtividade da pluma em Mato Grosso, maior produtor de algodão do Brasil.O coração do agronegócio brasileiro bate mais forte em Mato Grosso, e a temporada 2024/25 promete entrar para a história da cotonicultura. Dados recentes do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) indicam que o estado, responsável por liderar a produção nacional de algodão, deve registrar uma produtividade média de 308,08 arrobas por hectare, crescimento de 5,61% em relação ao ciclo anterior. Caso confirmada, essa marca será a segunda maior da série histórica, consolidando o vigor da safra.

Chuvas atípicas impulsionaram produtividade

A temporada surpreendeu produtores e equipes técnicas. Chuvas fora de época, registradas em maio e junho, prolongaram o ciclo da cultura e favoreceram o enchimento das maçãs. Embora alguns talhões já estivessem com capulhos abertos, a maior parte das áreas cultivadas colheu os frutos dessa condição climática incomum. Em áreas de pesquisa e lavouras comerciais, as médias superaram expectativas, alcançando índices acima de 390 arrobas por hectare, com registros pontuais próximos de 460 arrobas.

Esses números reforçam como a influência climática foi decisiva, mas também ressaltam a importância de boas práticas de manejo, escolha adequada de cultivares e definição precisa da época de semeadura para garantir maiores patamares de produtividade em diferentes safras.

Área e produção crescem acima da média

“Entre chuvas atípicas e custos altos, o algodão de MT floresce como nunca”
Entre chuvas atípicas e custos altos, o algodão de MT floresce como nunca

De acordo com o IMEA, a área cultivada com algodão em Mato Grosso alcançou 1,52 milhão de hectares, um aumento de 4,18% em relação à safra 23/24. A produção total esperada é de 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões de toneladas correspondem ao algodão em pluma, representando uma elevação de 11,38% em comparação ao ciclo anterior. O resultado consolida o papel estratégico do estado como principal fornecedor da fibra no Brasil e um dos maiores no cenário internacional.

Tempo compensou atrasos no plantio

Apesar dos avanços, a safra enfrentou desafios iniciais. A irregularidade das chuvas atrasou o plantio da soja, principal cultura do estado, o que empurrou o calendário do algodão. Esse efeito cascata resultou em um atraso de cerca de 8% na colheita, em comparação à temporada passada. Com o avanço do ciclo, no entanto, as condições climáticas favoráveis compensaram parte das dificuldades, permitindo ganhos de produtividade e qualidade da fibra acima do esperado.

Expectativas para a safra 25/26

Com a colheita avançada e os resultados consolidados, a atenção já se volta para o ciclo 2025/26. A previsão climática do Inmet aponta para chuvas acima da média no oeste de Mato Grosso e dentro da normalidade nas demais regiões a partir de outubro. O cenário deve favorecer a semeadura das novas lavouras, prevista para iniciar ainda no mesmo mês. A tendência é que os produtores concentrem esforços em áreas de maior potencial produtivo, reduzindo riscos em locais com histórico de menor desempenho.

Essa estratégia de identificar e priorizar os talhões mais produtivos tem ganhado espaço no planejamento agrícola, já que os resultados da safra atual evidenciaram variações significativas de rendimento entre áreas distintas. A experiência reforça a necessidade de análises detalhadas e de investimentos direcionados para garantir maior eficiência.

Mercado externo e certificações em foco

Outro ponto de atenção é o mercado internacional. As exportações de algodão mato-grossense seguem estimadas em 2,06 milhões de toneladas, de acordo com o IMEA. A concorrência com fibras sintéticas mantém a pressão sobre os cotonicultores, que têm buscado ampliar diferenciais competitivos. Entre eles, destacam-se os investimentos em certificações de sustentabilidade, como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e o Better Cotton, cada vez mais valorizados por compradores globais.

Esses selos funcionam como credenciais que reforçam a imagem da fibra nacional como produto natural, de alta qualidade e produzido de forma ambientalmente responsável, fatores que tendem a fortalecer a posição do algodão brasileiro no mercado têxtil mundial.

Com clima aliado, produtividade elevada e perspectivas positivas, a safra 24/25 de algodão em Mato Grosso se firma como um marco para o setor. Mesmo diante de custos elevados e preços pressionados, os cotonicultores demonstraram resiliência e capacidade de adaptação. Para o próximo ciclo, o desafio será manter a eficiência produtiva, expandir práticas sustentáveis e aproveitar a janela de oportunidades no mercado global, consolidando o estado como referência na produção da pluma.

PLUMA DISPONÍVEL
Alto Garças
132,20
0,00
Campo Novo do Parecis
128,97
0,00
Campo Verde
130,85
0,00
Cuiabá
130,53
0,00
Diamantino
129,79
0,00
Itiquira
131,05
0,00
Lucas do Rio Verde
129,33
0,00
Mato Grosso
129,51
0,00
Nova Mutum
129,72
0,00
Primavera do Leste
130,96
0,00
Rondonópolis
131,52
0,00
Sapezal
128,83
0,00
Sorriso
129,06
0,00
PARIDADE EXPOR. PLUMA - JUL/2026
Alto Garças
121,65
0,71
Campo Novo do Parecis
119,07
0,72
Campo Verde
120,46
0,71
Diamantino
119,79
0,72
Itiquira
120,61
0,71
Lucas do Rio Verde
119,12
0,72
Mato Grosso
119,41
0,72
Nova Mutum
119,46
0,72
Primavera do Leste
120,52
0,72
Rondonópolis
121,04
0,71
Sapezal
118,89
0,73
Sorriso
118,87
0,72
ÓLEO DISPONÍVEL
Mato Grosso
5.353,50
-0,02
CAROÇO DISPONÍVEL
Mato Grosso
939,14
0,34
TORTA DISPONÍVEL
Mato Grosso
922,25
0,61
FRETE PLUMA
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
566,82
-1,19
Campo Novo do Parecis - Santos
578,39
-1,41
Campo Novo do Parecis - São Francisco do Sul
-
0,00
Campo Novo do Parecis - São Paulo
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
446,67
-3,56
Campo Verde - Santos
452,83
-3,33
Campo Verde - São Francisco do Sul
-
0,00
Campo Verde - São Paulo
-
0,00
Primavera do Leste - Paranaguá
441,69
-5,08
Primavera do Leste - Santos
445,88
-4,16
Primavera do Leste - São Francisco do Sul
-
0,00
Primavera do Leste - São Paulo
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
-
0,00
Rondonópolis - Santos
-
0,00
Rondonópolis - São Francisco do Sul
-
0,00
Rondonópolis - São Paulo
-
0,00
Sapezal - Paranaguá
582,73
-1,36
Sapezal - Santos
587,93
-3,05
Sapezal - São Francisco do Sul
-
0,00
Sapezal - São Paulo
-
0,00
Sinop - Paranaguá
-
0,00
Sinop - Santos
-
0,00
Sinop - São Francisco do Sul
-
0,00
Sinop - São Paulo
-
0,00
Sorriso - Paranaguá
560,62
-4,68
Sorriso - Santos
572,50
-4,36
Sorriso - São Francisco do Sul
-
0,00
Sorriso - São Paulo
-
0,00
COMERCIALIZAÇÃO PLUMA 25/26
Centro-Sul
75,94
53,29
Mato Grosso
71,86
50,64
Médio-Norte
70,75
48,51
Nordeste
71,12
47,76
Noroeste
74,39
56,94
Norte
0,00
0,00
Oeste
74,23
50,80
Sudeste
67,41
50,80
PREÇO COMER. PLUMA MENSAL 25/26
Centro-Sul
130,71
0,02
Mato Grosso
132,59
0,55
Médio-Norte
131,06
0,31
Nordeste
133,10
0,03
Noroeste
132,85
1,60
Norte
0,00
0,00
Oeste
133,45
0,15
Sudeste
132,08
0,73
COMERCIALIZAÇÃO PLUMA 24/25
Centro-Sul
97,65
1,45
Mato Grosso
95,44
1,46
Médio-Norte
97,90
0,65
Nordeste
96,59
1,03
Noroeste
96,47
1,29
Norte
0,00
0,00
Oeste
95,13
2,48
Sudeste
91,51
1,24
PREÇO COMER. PLUMA MENSAL 24/25
Centro-Sul
129,41
1,09
Mato Grosso
129,44
0,65
Médio-Norte
129,15
0,53
Nordeste
129,34
0,32
Noroeste
128,54
0,73
Norte
0,00
0,00
Oeste
129,55
1,12
Sudeste
129,56
0,11
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
0,61
Mato Grosso
100,00
0,55
Médio-Norte
100,00
0,15
Nordeste
100,00
1,74
Noroeste
100,00
0,63
Norte
-
0,00
Oeste
100,00
0,18
Sudeste
100,00
1,30
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,00
Mato Grosso
100,00
0,10
Médio-Norte
100,00
0,04
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,05
Norte
0,00
0,00
Oeste
100,00
0,05
Sudeste
100,00
0,33
COMERCIALIZAÇÃO CAROÇO 24/25
Centro-Sul
97,36
0,67
Mato Grosso
93,55
0,68
Médio-Norte
90,47
0,74
Nordeste
94,51
0,38
Noroeste
91,06
1,71
Norte
0,00
0,00
Oeste
93,40
0,91
Sudeste
96,50
0,15
PREÇO CAROÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
863,10
-3,52
Mato Grosso
862,78
-2,91
Médio-Norte
862,23
-2,28
Nordeste
850,00
-4,36
Noroeste
844,08
-5,16
Norte
0,00
0,00
Oeste
865,17
-2,23
Sudeste
900,48
-3,52
ÁREA TOTAL 25/26
Centro-Sul
110.924,50
0,00
Mato Grosso
1.375.536,13
0,00
Médio-Norte
366.854,64
0,00
Nordeste
55.369,57
0,00
Noroeste
82.475,72
0,00
Norte
18.209,26
0,00
Oeste
450.732,62
0,00
Sudeste
290.969,83
0,00
ÁREA 1ª SAFRA 25/26
Centro-Sul
9.116,64
0,00
Mato Grosso
174.795,92
0,00
Médio-Norte
25.364,45
0,00
Nordeste
7.363,09
0,00
Noroeste
2.842,10
0,00
Norte
669,89
0,00
Oeste
16.835,13
0,00
Sudeste
112.604,62
0,00
ÁREA 2ª SAFRA 25/26
Centro-Sul
101.807,86
0,00
Mato Grosso
1.200.740,21
0,00
Médio-Norte
341.490,19
0,00
Nordeste
48.006,48
0,00
Noroeste
79.633,62
0,00
Norte
17.539,37
0,00
Oeste
433.897,49
0,00
Sudeste
178.365,21
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
507.269,94
1,69
Mato Grosso
6.272.822,63
2,12
Médio-Norte
1.668.173,14
2,07
Nordeste
249.149,86
1,91
Noroeste
376.046,11
2,01
Norte
81.747,72
3,10
Oeste
2.070.519,05
2,36
Sudeste
1.319.916,81
2,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
304,87
1,69
Mato Grosso
304,02
2,13
Médio-Norte
303,15
2,07
Nordeste
299,98
1,91
Noroeste
303,97
2,01
Norte
299,29
3,10
Oeste
306,24
2,36
Sudeste
302,42
2,00
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