Laranja pera sobe em março e início de abril, mas demanda limita avanços

Menor oferta sustenta preços, enquanto consumo enfraquecido e qualidade das frutas freiam valorização

Os preços da laranja pera destinada ao mercado de mesa (in natura) no estado de São Paulo encerraram março em alta e seguem firmes neste início de abril. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o movimento de valorização tem sido sustentado, principalmente, pela redução da oferta.

Em março, a média da laranja pera foi de R$ 43,76 por caixa de 40,8 quilos, avanço de 5,6% em relação ao mês anterior. Já na parcial de abril, o valor médio subiu para R$ 44,88 por caixa, o que representa alta de 2,5% frente à média de março, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

O suporte aos preços está diretamente ligado ao momento da safra. Atualmente, estão sendo comercializadas as últimas frutas da temporada 2025/26, o que reduz a disponibilidade no mercado e dá sustentação às cotações.

Por outro lado, a demanda mais enfraquecida tem limitado movimentos mais intensos de alta. Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o feriado recente da Paixão de Cristo impactou o ritmo de compras, especialmente por parte das casas de embalagem (packing houses), que reduziram as aquisições no período.

Além disso, aspectos relacionados à qualidade das frutas também têm influenciado o consumo. Parte das laranjas disponíveis apresenta coloração ainda esverdeada, característica das primeiras frutas da nova florada da safra 2026/27, o que acaba afastando consumidores mais exigentes no mercado in natura.

O cenário, portanto, combina oferta restrita com demanda moderada, resultando em um mercado sustentado, mas com limitações para avanços mais expressivos nos preços no curto prazo.

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