Os preços do etanol seguem firmes no mercado paulista, impulsionados pela menor disponibilidade do biocombustível durante o período de entressafra. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP mostram que agentes de usinas estão mais resistentes nas negociações, sustentando os valores praticados no mercado.
Outro fator que reforça esse movimento é a valorização do petróleo no cenário internacional, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio, o que acaba refletindo diretamente na competitividade dos combustíveis.
Distribuidoras compram com cautela
Do lado da demanda, a procura por etanol é considerada razoável, mas sem grandes avanços. Ainda segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as distribuidoras seguem adotando uma postura cautelosa.
Diante das incertezas envolvendo o mercado global, o comportamento do petróleo e possíveis definições da Petrobras, as compras têm sido feitas de forma pontual, apenas para atender necessidades imediatas.
Indicadores mostram leve variação nos preços
Entre os dias 9 e 13 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo foi fechado em R$ 2,9439 por litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando uma leve alta de 0,30% em relação ao período anterior.
Já o etanol anidro registrou pequena variação negativa. O Indicador CEPEA/ESALQ ficou em R$ 3,2731 por litro (sem PIS/Cofins), com discreto recuo de 0,02% na mesma base de comparação.
Cenário segue dependente do mercado externo
O comportamento do setor segue atrelado a fatores externos e internos, como o andamento da entressafra, a dinâmica do petróleo e as decisões de política de preços. Enquanto isso, o mercado permanece equilibrado entre uma oferta mais enxuta e uma demanda ainda cautelosa.
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