Embrapa Milho e Sorgo apresenta soluções tecnológicas sustentáveis ​​na COP30

A Embrapa Milho e Sorgo participa da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30) entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém-PA, com um portfólio de tecnologias sustentáveis, gerados pela ciência brasileira para adaptar a agropecuária aos desafios das mudanças climáticas e mitigar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). O objetivo é fomentar a competitividade do agronegócio brasileiro e garantir a segurança alimentar e nutricional. Abaixo, conheça mais sobre cada solução tecnológica sustentável desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo.

Barraginas

As barraginhas são pequenas bacias escavadas no solo com a função de captar enxurradas, controlando erosões e proporcionando a infiltração da água das chuvas no terreno. Assim, preservamos o solo e promovemos a recarga dos lençóis freáticos, que abastecem nascentes, córregos e rios.

O objetivo das barraginhas é captar a água das enxaurradas e permitir sua rápida infiltração, entre uma chuva e outra, para reabastecer o lençol freático, preservar o solo e aumentar a sustentabilidade hídrica. A elevação do lençol freático aumenta a disponibilidade de água nas cisternas, propicia o umedecimento das baixadas e até o surgimento de minadouros. Isso ajuda a amenizar os efeitos das estiagens e viabiliza a sustentação de lagos para criação de peixes e o cultivo de hortas, lavouras e pomares, fornecimento mais trabalho e renda.

Inoculantes solubilizadores de fosfato

O primeiro inoculante comercial brasileiro para solubilização de fosfato foi produzido a partir de microrganismos tropicais, selecionados pela Embrapa Milho e Sorgo. De acordo com a pesquisadora Christiane Paiva, os Bacillus apresentam no inoculante se multiplicam mais facilmente e colonizam de forma mais eficiente a região da raiz da planta, a rizosfera, iniciando a produção de diferentes substâncias que atuam no processamento do fósforo, chamadas de solubilizadores, tornando esse nutriente mais disponível para a absorção e assimilação pelas plantas.

O inoculante também é sustentabilidade e produtividade porque é biológico – produzido a partir de duas bactérias indicadas pela Embrapa – e capaz de aumentar a absorção de fósforo pelas plantas, o que pode mudar o quadro de alta dependência brasileiro do mercado internacional de fertilizantes. Outro diferencial do uso do inoculante é uma redução significativa no índice de emissão de CO2 na atmosfera. “Com isso, os resultados demonstram que é possível empregar uma tecnologia limpa e de baixo custo nas culturas agrícolas, contribuindo para a sustentabilidade na agricultura, sem perdas para o meio ambiente”, reforça a pesquisadora.

Segundo Christiane Paiva, nas pesquisas realizadas em áreas de produção de milho, a aplicação do produto resultou em ganho médio de produtividade de 8,9% e aumento de 19% do elemento fósforo exportado para os grãos. Para a soja, a produtividade média saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, além do aumento de 14% do conteúdo de fósforos nos grãos. No caso da cana-de-açúcar, os ganhos em toneladas por hectare ficam acima de 14%, além do incremento de 12% para toneladas de açúcar.

Sistema Antecipado

Essa permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a técnica de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6. O milho é cortado durante o processo de colheita da soja, diminuindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento se encontra abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos. Porém, essa desfolha deverá ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizado após esse período, há perda de produtividade.

Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono. Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos de produtividade e rentabilidade.

De acordo com Décio Karam, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais. Além disso, em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e com maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho.

Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.

Vitrine Baixo Carbono

Entre as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa com menor emissão de gases de efeito estufa que serão apresentadas no espaço AgriZone na COP30, uma vitrine interativa que exibe soluções para agricultura de baixo carbono, estão as seguintes cultivares da Embrapa Milho e Sorgo:

Cultivar de milho BTMAX

O evento transgênico BTMAX , obtido com a adição de um gene da bactéria Bacillus thuringiensis ( Bt ) identificado na própria biodiversidade brasileira, é resultado de parceria público-privada 100% nacional entre a Embrapa e a Helix, aprovada por unanimidade pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança). A tecnologia apresenta alta eficácia contra as regras lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda ), considerada a principal praga da cultura do milho, e broca-da-cana ( Diatraea saccharalis ), podendo reduzir, significativamente, a aplicação de inseticidas químicos na lavoura, oferecendo um produto mais sustentável e livre de defensivos sintéticos.

Cultivar de sorgo BRS 3002

Lançado em maio de 2025 pela Embrapa e a empresa Latina Seeds, o híbrido de sorgo granífero BRS 3002 se destaca por sua precocidade e estabilidade de produção em plantios na segunda safra, o que proporciona mais segurança ao produtor. Além disso, apresenta potencial de produtividade maior do que seis toneladas por hectare, superior à média nacional de produção por hectare. Além do nível de rendimento, que garante sua competitividade no mercado, o BRS 3002 (LAS3004G), apresenta boa sanidade em relação às doenças antracnose, helmiltosporiose e cercosporiose. O uso de cultivares mais resistentes é o meio mais eficiente de controle de doenças, uma vez que alias vantagens, por ser econômico e seletivo e não deixar contrapeso ao ambiente e ao produto. Dessa forma contribui para a sustentabilidade da produção.

Sorgo-biomassa para geração de energia

A Embrapa tem pesquisado o soro-biomassa para a produção de briquetes , que são blocos de biomassa compactada usados ​​para gerar energia. Essa tecnologia visa facilitar o transporte e armazenamento da biomassa, que tem um poder calorífico semelhante ao da madeira e de outras fontes de energia renovável. A Embrapa tem trabalhado no processamento do sorgo para torná-lo uma alternativa sustentável para indústrias e para a geração de energia limpa, como a produção de calor. Dessa forma, essa alternativa contribui para a transição para uma matriz energética mais limpa, podendo substituir parte da madeira utilizada em processos industriais.

Nesse contexto, a Embrapa estabeleceu uma parceria com a empresa Calmais, que atua na produção sustentável de óxidos e calcário. Estudos prolongados pelas duas empresas demonstram que sorgo pode substituir até 66% da madeira em processos industriais de queima sem perda do poder calorífico. A espécie fortalece a segurança energética no País, além de manter o Brasil com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. A compactação dessa biomassa na forma de briquetes ou pellets facilita a logística de transporte, armazenamento e automação pelo setor produtivo.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,05
-0,14
Alto Araguaia
43,25
0,12
Alto Garças
43,20
0,12
Campo Novo do Parecis
41,50
-0,36
Campo Verde
43,45
0,12
Campos de Júlio
41,70
-0,12
Canarana
40,90
-0,24
Diamantino
42,25
-0,35
Ipiranga do Norte
38,05
0,13
Lucas do Rio Verde
38,15
0,26
Mato Grosso
40,33
0,01
Matupá
36,15
-0,28
Nova Mutum
38,70
0,26
Nova Ubiratã
38,20
0,13
Porto dos Gaúchos
36,90
-0,14
Primavera do Leste
43,65
0,34
Querência
40,25
-0,37
Rondonópolis
44,95
0,33
Sapezal
42,05
-0,12
Sinop
39,80
0,25
Sorriso
40,60
0,25
Tangará da Serra
42,35
-0,35
Vila Rica
39,45
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
26,00
2,13
Alto Araguaia
42,25
1,30
Campo Novo do Parecis
33,32
1,65
Campo Verde
36,96
1,49
Campos de Júlio
30,96
1,80
Canarana
34,02
1,62
Diamantino
33,01
1,69
Ipiranga do Norte
30,71
1,80
Lucas do Rio Verde
32,82
1,70
Mato Grosso
33,34
1,65
Nova Mutum
32,09
1,72
Nova Ubiratã
30,97
1,80
Porto dos Gaúchos
43,87
1,26
Primavera do Leste
36,98
1,50
Querência
32,27
1,71
Rondonópolis
38,75
1,42
Sapezal
31,78
1,73
Sinop
30,64
1,81
Sorriso
31,88
1,73
Tangará da Serra
32,39
1,72
Vila Rica
39,90
1,39
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
502,60
-0,23
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
301,03
-1,43
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
186,72
-1,18
Campo Novo do Parecis - Santos
507,50
-0,98
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
0,00
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
100,00
1,69
Campo Verde - Santos
430,00
0,00
Canarana - Alto Araguaia
185,00
-2,63
Canarana - Paranaguá
454,88
-0,03
Canarana - Santos
470,55
0,00
Canarana - Uberlândia
290,00
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
460,81
-0,04
Diamantino - Rondonópolis
162,00
0,62
Diamantino - Santos
490,86
0,01
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
389,87
-0,46
Rondonópolis - Santos
409,01
0,99
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,34
0,24
Sorriso - Miritituba
331,25
-0,90
Sorriso - Paranaguá
505,64
-0,69
Sorriso - Rondonópolis
178,78
-2,04
Sorriso - Santos
522,62
0,00
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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