O Governo de MT somou 15 mil armas ilegais apreendidas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). No período, foram retiradas de circulação 15.350 armas de fogo, sendo 6.225 de grosso calibre — como fuzis, rifles e carabinas — que estavam em posse de grupos criminosos. Segundo a pasta, a medida integra uma estratégia permanente de redução do poder bélico das facções e fortalecimento da atuação policial.
Redução do armamento ilegal e modernização
De acordo com a Sesp, o volume expressivo reforça as ações integradas das polícias Militar e Civil, além de unidades especializadas como o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Do total apreendido, 41% correspondem a armamentos de uso restrito ou de maior potencial ofensivo.
Paralelamente às apreensões, o Estado padronizou o armamento de uso cotidiano das forças policiais com a aquisição de 15.020 pistolas Glock, distribuídas individualmente aos agentes em substituição ao antigo revólver calibre 38. Também foram incorporadas 2.830 armas longas, como fuzis e espingardas, voltadas às operações de maior complexidade.
“Nossos policiais têm às mãos armas modernas capazes de fazer frente à criminalidade. O Governo do Estado investiu em armamento pensando em quem faz a segurança e na qualidade e eficiência do serviço que levamos à sociedade”, afirmou o secretário de Segurança Pública, César Roveri, em nota oficial.
Operações de impacto
Entre as ações de maior relevância está a operação conjunta do Gefron e da Polícia Militar realizada em setembro de 2025, em Pontes e Lacerda, na região de fronteira. Conforme apurado pela reportagem junto à assessoria da Sesp, foram apreendidas oito armas de grande potencial ofensivo, além de 230 munições.
Na mesma ocorrência, as equipes localizaram 920 tabletes de entorpecentes — entre cocaína, pasta base e skunk — gerando prejuízo estimado em R$ 8,4 milhões ao crime organizado, segundo cálculo oficial das forças de segurança.
Outro caso relevante ocorreu em agosto de 2023, no bairro Novo Mundo, em Várzea Grande, quando a Polícia Militar prendeu três suspeitos ligados a uma facção criminosa e apreendeu 31 armas, incluindo submetralhadoras, fuzis e pistolas.
O que diz a legislação
A posse e o porte ilegal de arma de fogo são crimes previstos no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003). As penas variam de dois a seis anos de reclusão, podendo ser agravadas em caso de armamento de uso restrito.
Segundo a Secretaria, o fato de que a quantidade foi tão grande ao longo de seis anos demonstra a força de manutenção de operações contínuas voltadas ao enfrentamento das facções e à redução de crimes violentos.
Dados consolidados (2019–2025)
- 15.350 armas ilegais apreendidas;
- 6.225 armas de grosso calibre (41% do total);
- 15.020 pistolas Glock adquiridas;
- 2.830 armas longas incorporadas ao efetivo.
A Secretaria de Segurança reforça que as operações seguem em andamento e orienta a população a denunciar atividades suspeitas pelos canais oficiais, garantindo anonimato.
Reportagem baseada em dados oficiais da Secretaria de Estado de Segurança Pública de MT.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.