Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Seduc formam facilitadores de Justiça Restaurativa para 139 escolas

Especialistas do TJMT e da Seduc destacam que a Justiça Restaurativa não substitui a disciplina, mas oferece uma abordagem mais humana.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizaram, na última sexta-feira (13), a Aula Magna de um novo programa de formação em Justiça Restaurativa. A iniciativa marca o início da capacitação de 100 novos facilitadores, que atuarão em equipes psicossociais da rede estadual de ensino na Baixada Cuiabana e região metropolitana.

Com essa nova turma, a parceria atinge a marca de 225 facilitadores formados em menos de quatro meses. O objetivo central é implementar a cultura de paz e o diálogo nas escolas, utilizando os Círculos de Construção de Paz como ferramenta para transformar tensões e conflitos em processos coletivos de escuta e responsabilização.

O público-alvo desta etapa é composto por psicólogos e assistentes sociais que atendem escolas em 11 municípios da Diretoria Metropolitana de Educação (DME):

  • Cuiabá e Várzea Grande
  • Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger
  • Chapada dos Guimarães, Acorizal, Poconé e Barão de Melgaço
  • Nova Brasilândia, Planalto da Serra e Jangada

Ao todo, o projeto já impacta a ambiência escolar de 68 municípios mato-grossenses, fortalecendo a rede de proteção e cuidado com as relações no cotidiano estudantil.

Especialistas do TJMT e da Seduc destacam que a Justiça Restaurativa não substitui a disciplina, mas oferece uma abordagem mais humana. Em vez de apenas punir, o método busca entender o que precisa ser reparado e como reconstruir vínculos.

“A cultura de paz não é discurso; é prática diária. É perguntar não apenas quem errou, mas o que precisa ser reparado”, afirmou o instrutor do Nugjur durante a palestra magna.

Para a gestão escolar, alunos que aprendem a gerenciar conflitos e frustrações apresentam um desempenho acadêmico superior, uma vez que o ambiente se torna mais acolhedor e seguro para a aprendizagem. As equipes psicossociais agora contam com instrumentos técnicos para atuar de forma preventiva, evitando que pequenos atritos escalem para situações de violência.

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