Homem é preso por agredir companheira em Matupá após discussão em bar

Mulher sofreu diversas lesões e suspeito foi detido em flagrante pela Polícia Militar após ser contido por populares.

A pronta resposta a crimes de gênero intrafamiliares, a intervenção legítima de populares para salvaguardar a integridade física de terceiros e a imediata ativação de protocolos protetivos pautaram uma prisão em flagrante no extremo Norte do estado. Um homem de 40 anos foi detido pelas forças de segurança na madrugada deste domingo (28 de junho), em Matupá, sob a acusação formal de espancar violentamente sua companheira em via pública.

O agressor foi imobilizado por testemunhas civis até a chegada dos militares da 4ª Companhia Independente da PM, que efetuaram a condução do suspeito.

Casal discute em bar e homem espanca mulher com chutes e empurrões contra muro

Os dados consignados no boletim de ocorrência revelam que o episódio de violência doméstica e familiar desenvolveu-se após o casal consumir bebidas em um estabelecimento comercial. O desentendimento teve início quando o homem tentou forçar a saída da companheira, de 38 anos, que manifestou o desejo de permanecer no bar. Durante o deslocamento a pé pela Rua 1, o indivídue perdeu o controle emocional e passou a desferir uma sequência de socos, tapas no rosto e chutes contra a vítima.

A violência física fez com que a mulher caísse ao solo por repetidas vezes. Não satisfeito, o agressor a suspendeu e passou a arremessá-la de forma impactante contra as estruturas de alvenaria de um muro residencial. Moradores e transeuntes que residem nas proximidades da Rua 1 ouviram os gritos lancinantes de socorro emitidos pela vítima e deslocaram-se em grupo para conter o homem, impedindo a continuidade do massacre até o posicionamento da viatura da Polícia Militar.

Vítima sofre lesões nos braços e relata severo trauma no tórax

No momento da abordagem tática, os policiais militares constataram que a mulher apresentava múltiplas escoriações e hematomas concentrados nos membros superiores, além de queixas agudas de dores lancinantes e dificuldade respiratória na região do tórax, indicando possíveis traumas costais. O suspeito também exibia ferimentos superficiais na região frontal da testa e na área dorsal das costas. Indagado sobre a origem de tais lesões, o homem alegou amnésia temporal, não sabendo precisar se foram decorrentes da contenção efetuada pelos populares.

O balanço estatístico da intervenção e as prerrogativas de suporte legal e denúncia ficaram catalogados na seguinte planilha técnica:

Eixo da Ocorrência / Fato Dinâmica das Condutas e Lesões Clínicas Trâmite Processual e Canais em MT
Motivação do Crime Discussão em bar por recusa da vítima em deixar o local. Escalada para agressão física severa em via pública (Rua 1).
Ação Qualificada da População Intervenção de populares para interromper o espancamento. Suspeito mantido imobilizado até a chegada da guarnição da 4ª CIPM.
Quadro Clínico da Vítima Lesões nos braços e fortes dores na cavidade torácica. Encaminhada para triagem e exames radiológicos de urgência.
Enquadramento e Destino Prisão em flagrante lavrada com base na Lei nº 11.340/2006. Caso repassado à Polícia Civil; pedido de medida protetiva ativado.

Polícia Civil assume inquérito e instaura medidas protetivas na calha do rio Peixoto

Tanto a vítima quanto o agressor foram encaminhados à Delegacia Municipal da Polícia Judiciária Civil de Matupá para a formalização das oitivas e a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD). A autoridade policial plantonista enquadrou o homem nos rigores penais e processuais preconizados pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que veda o arbitramento de fiança em sede policial a depender da gravidade e reincidência, determinando seu recolhimento imediato à carceragem.

A equipe jurídica da delegacia providenciou o requerimento eletrônico de medidas protetivas de urgência junto ao plantão do Poder Judiciário de Mato Grosso. O pacote de restrições inclui a determinação de distanciamento físico do agressor e a proibição de aproximação do lar familiar. A Polícia Militar reitera que o acionamento célere de patrulhas através do telefone de emergência 190 ou pelo canal direto sigiloso 0800 065 3939 é indispensável para bloquear o avanço da violência de gênero em Mato Grosso.

Reportagem baseada nos boletins de ocorrência da 4ª Companhia Independente da PMMT, autos de qualificação da Polícia Judiciária Civil e diretrizes de integridade física estipuladas na Lei Federal nº 11.340/2006.

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