Sete são presos por sequestro e tortura em Porto Esperidião, MT

Polícia Militar resgata três vítimas mantidas em cativeiro com sinais de agressão durante operação com apoio do Gefron em Porto Esperidião.

Sete pessoas, sendo seis homens e uma mulher, foram presas em flagrante pela Polícia Militar na madrugada deste domingo (19), em Porto Esperidião, após o resgate de três vítimas mantidas em cativeiro. Os suspeitos são investigados por crimes como sequestro, cárcere privado, tortura, lesão corporal e tráfico de drogas.

De acordo com informações da ocorrência, a ação teve início após a esposa de uma das vítimas denunciar que o marido havia sido sequestrado em frente à residência do casal. Conforme o relato, três homens encapuzados cometeram o crime e fugiram em uma caminhonete.

Com base nas informações, equipes da Polícia Militar se deslocaram até o município e solicitaram apoio de outras cidades, além do Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Após diligências, os policiais localizaram o imóvel onde as vítimas estavam sendo mantidas.

No local, alguns suspeitos foram flagrados do lado de fora da residência. Dois tentaram fugir, mas foram rapidamente detidos. Outros cinco foram presos no interior do imóvel.

Durante as buscas, os policiais encontraram as três vítimas com mãos e pés amarrados, apresentando diversas lesões pelo corpo. Em depoimento, uma das vítimas relatou que foi sequestrada em casa, enquanto outra afirmou ter sido atraída até o local.

Segundo os relatos colhidos pela equipe policial, o grupo mantinha as vítimas em cárcere como forma de cobrança por supostos roubos de drogas. As vítimas também informaram que eram agredidas com socos e objetos, além de sofrerem ameaças constantes de morte. Os suspeitos ainda realizavam chamadas de vídeo com outros integrantes para decidir o destino das vítimas.

No interior da residência, foram apreendidos facas, arames utilizados para imobilização e aproximadamente meio quilo de substância análoga à maconha.

Os sete suspeitos foram encaminhados à delegacia e entregues à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações no estado de Mato Grosso.

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