GCCO e Draco fecham laboratório de cocaína de facção comandado por “Vovózona” em Rondonópolis

Polícia Civil apreendeu cerca de 20 kg de cocaína e prendeu um suspeito em flagrante durante ação contra facção criminosa.

O sufocamento financeiro e a desarticulação das bases logísticas do crime organizado ganharam um novo e contundente capítulo no sul do estado. Um laboratório do tráfico ligado a uma facção criminosa foi completamente desarticulado pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira (8), no bairro Jardim Nova Era, em Rondonópolis. A ação estratégica foi divulgada oficialmente pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e contou com a atuação direta da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), além do apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

No interior do imóvel, os investigadores apreenderam aproximadamente 20 quilos de cocaína pura, maquinários industriais, insumos para o refino, dinheiro e um automóvel. Um homem de 37 anos foi preso em flagrante em Mato Grosso.

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Residência em Rondonópolis era usada para misturar cocaína pura com cafeína e tetracaína

Conforme apurado em detalhes pelas equipes policiais responsáveis pelo cerco, a residência funcionava como uma refinaria clandestina destinada ao preparo, batismo e adulteração de entorpecentes em larga escala. Segundo o relatório técnico da Polícia Civil, a cocaína de alta pureza era misturada com compostos químicos como cafeína e tetracaína. Esse método é amplamente adotado por facções criminosas para inflar o volume da droga e multiplicar os lucros obtidos na comercialização ilícita nas ruas.

A localização do endereço foi possível graças ao desdobramento dos relatórios de inteligência da Operação Imperium, deflagrada em fevereiro de 2026 com o foco em asfixiar o patrimônio oculto de lideranças criminosas. As investigações apontam que o laboratório operava sob as ordens diretas de um forte investigado conhecido pelo apelido de “Vovózona”, apontado pelas autoridades como uma das principais mentes pensantes e alvos da operação no estado.

Os itens e dados consolidados da operação policial reúnem:

  • Apreensão de Entorpecentes: Cerca de 20 quilos de cloridrato de cocaína de alta pureza localizados;
  • Logística do Crime: Diversos insumos químicos, balanças de precisão e prensas hidráulicas recolhidos;
  • Alvo Central: Estrutura operava sob a coordenação do foragido conhecido pela alcunha de “Vovózona”;
  • Balanço Financeiro: Apreensão de R$ 3.674,00 em cédulas trocadas e um veículo VW Voyage cinza;
  • Ação Integrada: Atuação conjunta das equipes especializadas da GCCO, Draco e Derf de Rondonópolis.

“Vovózona” liderava esquema de refino e suspeito de 37 anos é autuado em flagrante

Além de desarmar a engrenagem de produção de entorpecentes, a Polícia Civil efetuou a prisão do operador do local. O homem de 37 anos, que tentava gerenciar o refino no momento da chegada dos agentes, foi conduzido e autuado em flagrante. Ele responderá formalmente pelos crimes de promover ou constituir organização criminosa, tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico, conforme os ditames da Lei nº 11.343/2006.

Todo o material, incluindo o veículo VW Voyage utilizado no transporte dos tabletes, foi encaminhado para a delegacia para passar por perícia técnica. A Draco informou que as investigações continuam em ritmo acelerado para rastrear os fluxos financeiros do grupo e identificar novos integrantes da facção que utilizavam o Jardim Nova Era como base operacional de distribuição ao longo deste ano de 2026.

Ficha Técnica da Operação Policial Dados e Resultados Oficiais (2026)
Delegacias Responsáveis GCCO, Draco e Derf de Rondonópolis (MT)
Volume de Droga Apreendida Aproximadamente 20 kg de Cocaína Pura
Liderança Apontada no Inquérito Investigado sob a alcunha de “Vovózona”
Operação de Origem Técnica Operação Imperium (Deflagrada em Fevereiro de 2026)
Bairro do Estouro do Laboratório Bairro Jardim Nova Era — Rondonópolis

A desarticulação deste ponto estratégico de refino pela Polícia Civil joga luz sobre a sofisticação química e logística que as facções criminosas nacionais passaram a adotar no interior de Mato Grosso, evidenciando que o combate ao tráfico de entorpecentes já não se limita a prender pequenos distribuidores, mas exige investigações patrimoniais de alta complexidade para quebrar os elos financeiros das grandes lideranças, embora delegados lembrem constantemente que a colaboração da comunidade por meio de denúncias anônimas em bairros residenciais continua sendo a arma mais rápida para estourar refinarias ocultas, demonstrando com total nitidez que a união entre inteligência policial e vigilância social é fundamental para reprimir a criminalidade ao longo deste ano de 2026. Você considera que as penas para os operadores técnicos de laboratórios de refino de drogas deveriam ser automaticamente triplicadas em relação ao tráfico comum — visto que eles multiplicam o potencial destrutivo e o volume do entorpecente que chega às escolas e famílias —, ou acredita que o rigor atual da Lei de Drogas já oferece os instrumentos jurídicos necessários para punir esses criminosos? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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