Indústria investe R$ 5,5 milhões em cultura e movimenta R$ 41,7 milhões na economia de MT

O investimento em cultura por meio das leis de incentivo tem se consolidado como uma estratégia eficaz para movimentar a economia e ampliar o acesso a bens culturais em Mato Grosso. Dados da Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram que, para cada R$ 1 investido em projetos culturais, R$ 7,59 são movimentados na economia local, indicador que reforça o potencial do setor como vetor de desenvolvimento.

Dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) mostram que, em 2025, Mato Grosso contabilizou 126 projetos aprovados por meio da Lei Rouanet, com R$ 33,5 milhões em valor incentivado, injetando mais de R$254,2 milhões na economia do estado, quando multiplicado por R$ 7,59.

O estado tem se mostrado solo fértil para novos investimentos culturais. Dados da pesquisa Cultura nas Capitais realizado pela JLeiva Cultura & Esporte revelam que 9% da população cuiabana participou de concertos de música erudita ou de repertório popular no último ano. O levantamento indica que, embora o público adulto esteja mais presente, há espaço para ampliar a adesão de jovens e idosos.

Diante desse contexto promissor, o Serviço Social da Indústria (Sesi MT) tem trabalhado para impulsionar a economia criativa local e atua como um importante articulador de projetos, conectando os investimentos da indústria a gestão de impacto social. Entre 2022 e o primeiro semestre de 2026, a instituição movimentou R$ 5,5 milhões em iniciativas de cultura e inovação social, alcançando um público de 90 mil pessoas em Mato Grosso. Multiplicado por R$ 7,59, foram movimentados um montante de R$ 41,7 milhões na economia criativa estadual.

Projetos como Sesi no Parque, Sesi na Arena e Sesi no Teatro, incentivados pela indústria mato-grossense, contribuiu para esse cenário, ao levar concertos gratuitos e de qualidade para espaços públicos, privados e arenas esportivas, aproximando a arte de diferentes públicos.

Para o superintendente do Sesi MT, Alexandre Serafim, as experiências culturais transformam realidades. “Quando a indústria investe em cultura, ela contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social. É uma forma de fortalecer territórios, gerar oportunidades e ampliar o acesso da população a experiências que transformam vidas”, destaca.

Segundo o gerente de Cultura e Inovação Social do Sesi MT, Fernando Pereira, investir em cultura é investir em pessoas. “Ele amplia repertórios, desenvolve competências criativas e fortalece a economia criativa, que hoje é estratégica para o país”, afirma.

Outras iniciativas reforçam esse impacto, como o programa Extraclasse, que também é incentivado e oferece gratuitamente cursos e oficinas de tecnologia, música, esporte, literatura, e teatro para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social de Cuiabá e Várzea Grande. Só em 2025, mais de 5 mil pessoas foram atendidas pelo projeto. Já a Escola de Gastronomia Social capacitou cerca de 200 mulheres, promovendo geração de renda e autonomia financeira por meio da qualificação profissional.

Apoiam as iniciativas a Trael Transformadores Elétricos, Bom Futuro, Energisa, Marajá, TV Centro América, Rádio Centro América, Aegea Saneamento e TRC. Ao direcionarem recursos para projetos estruturados, essas organizações sinalizam que o desenvolvimento econômico não pode ser dissociado do desenvolvimento social;

Formação e oportunidade na dança

Outro exemplo de transformação de vida por meio da indústria que acredita na cultura como estratégia social, é a Companhia Sesi de Dança. Criada em 2025 a partir de um processo seletivo do Sesi Escola Cuiabá, o grupo é formado por 16 bailarinas que recebem bolsa integral, ajuda de custo mensal e formação continuada.

Para a bailarina Paola, de 16 anos, a experiência tem sido enriquecedora. “Desde que entrei na companhia, minha vida mudou totalmente. Tive a chance de mostrar quem eu sou e evoluir muito com os professores. Tudo que vivi aqui tem contribuído para o meu desenvolvimento como bailarina, e eu só tenho a agradecer por todas as oportunidades”, relata.

Filha de terapeuta capilar, a estudante do 3º ano do ensino médio de escola pública em Cuiabá, Yasmin Vitória, relembra que o maior desafio para seguir na dança foi financeiro. Ela começou no ballet aos 9 anos e enfrentou dificuldades para custear figurinos e adereços, uma realidade comum entre jovens talentos.

Em 2025, Yasmin deu um novo passo ao ingressar na Cia. A vivência ampliou horizontes e fortaleceu o sonho de seguir profissionalmente na área. “Eu nunca imaginei viver isso. Cada ano é uma superação, e eu vejo o quanto evoluí. Isso é muito gratificante”, completa.

A companhia integra os corpos artísticos do Sesi MT, ao lado da Orquestra Sesi MT, mantidos pela indústria como parte de sua responsabilidade social. Iniciativas como essa integram a cultura ao processo de desenvolvimento integral de crianças e jovens, expandindo repertórios e fortalecendo competências essenciais para a vida e para o futuro profissional.

A Cia. e a Orquestra Sesi MT promoveram em 2025 dois espetáculos gratuitos com a presença massiva da comunidade, com o clássico ballet Dom Quixote e O Sertão Dentro de Nós. “Ao investir de forma planejada em cultura, a indústria contribui para a construção de um cenário mais democrático, inclusivo, criativo e sustentável, em que desenvolvimento econômico e social caminham lado a lado”, afirma Fernando.

Apoiam as iniciativas a Trael Transformadores Elétricos, Bom Futuro, Energisa, Marajá, TV Centro América, Rádio Centro América, Aegea Saneamento e TRC. Ao direcionarem recursos para projetos estruturados, essas organizações sinalizam que o desenvolvimento econômico não pode ser dissociado do desenvolvimento social. (com Assessoria Sesi/ Fernanda Nazário)

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