A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil ganhou força no debate nacional e já acende alerta no setor produtivo. Em Mato Grosso, o tema foi o centro das discussões da 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro), da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), realizada nesta segunda-feira (25).
O encontro reuniu representantes da agroindústria, entidades empresariais e especialistas para discutir os impactos das propostas que tramitam no Congresso Nacional e que podem alterar significativamente as relações de trabalho no país, incluindo mudanças na escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 ou até 36 horas.
O debate foi conduzido por Alexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apresentou um panorama das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei em análise no Legislativo.
Durante a apresentação, Furlan detalhou os possíveis impactos econômicos, produtivos e trabalhistas das mudanças defendidas em Brasília. Segundo ele, o tema exige atenção do setor produtivo diante dos reflexos diretos sobre custos operacionais, produtividade industrial e competitividade das empresas brasileiras.
Além de apresentar o cenário legislativo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostrou as estratégias adotadas para acompanhar as discussões, incluindo participação em audiências públicas, articulações institucionais e mobilizações junto às federações industriais e entidades empresariais de todo o país.
Agroindústria acompanha debate com preocupação
Presidente do Coagro, Cleito Gauer destacou que a discussão ultrapassa o ambiente político e impacta diretamente a realidade das empresas, especialmente em setores ligados à produção e à agroindústria.
“Precisamos acompanhar de perto pautas que impactam diretamente a produtividade, a competitividade das empresas e a geração de empregos. O diálogo técnico e responsável é essencial para construir soluções equilibradas para o país”, afirmou.
A reunião fez parte da agenda estratégica do conselho, que acompanha temas ligados ao ambiente de negócios, competitividade industrial e fortalecimento da agroindústria mato-grossense.
Setor produtivo marca presença no encontro
O encontro contou com representantes de diversas entidades do setor produtivo, entre elas a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa MT), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT), Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (BioInd), Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Alimentação no Estado de Mato Grosso (SIAMT) e União das Indústrias de Biodiesel no Estado de Mato Grosso (Unibio).
Também participaram integrantes da OAB Mato Grosso e do Sicredi.
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