Conforme divulgado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), um novo equipamento de alta tecnologia passou a integrar a rotina laboratorial em Mato Grosso para acelerar as análises de vestígios de crimes sexuais. O aparelho, chamado QIAcube Connect, automatiza a etapa de extração diferencial de DNA, processo que separa o material genético de células espermáticas do DNA coletado no corpo da vítima. A medida busca reduzir o tempo de emissão de laudos e fortalecer investigações criminais.
Como o novo equipamento atua nos crimes sexuais
Segundo a Politec, a extração diferencial é uma das fases mais sensíveis da perícia genética em casos de crimes sexuais. Esse procedimento permite identificar perfis genéticos relevantes para comparação em bancos oficiais e apoio às autoridades policiais e judiciais.
Na prática, a automação aumenta a produtividade do laboratório, diminui a manipulação humana das amostras e reduz riscos de falhas operacionais ou contaminação. Conforme apurado junto à instituição, isso pode acelerar investigações e dar mais agilidade às respostas esperadas por vítimas e familiares.
Ganho de tempo e aumento de capacidade
A coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, informou que o método anterior era manual e permitia processar de quatro a seis amostras por ciclo. Com o novo sistema, a capacidade sobe para 12 amostras em cerca de 90 minutos.
De acordo com a perita, houve redução de até três horas no processamento por lote, com manutenção da qualidade técnica dos resultados. Isso é considerado estratégico porque, segundo a própria Politec, cerca de 300 amostras analisadas no laboratório envolvem vestígios ligados a crimes sexuais.
Por que isso importa no combate à violência
Especialistas em perícia criminal apontam que evidências biológicas consistentes ajudam tanto na responsabilização de autores quanto na exclusão de inocentes. Em casos de violência sexual, a rapidez na análise pode contribuir para o andamento de inquéritos e ações judiciais.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública mantém o Fundo Nacional de Segurança Pública, mecanismo usado para financiar projetos estruturantes nos estados. Segundo a Politec, o equipamento custou cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com esses recursos.
Principais impactos esperados
- Maior volume de exames de DNA forense;
- Redução no tempo de laudos periciais;
- Menor risco de erro humano;
- Mais apoio às investigações de crimes sexuais;
- Melhoria no atendimento à demanda reprimida.
O avanço tecnológico reforça a importância de investimentos contínuos em ciência forense e atendimento às vítimas. Acompanhe novas atualizações sobre segurança pública e perícia oficial.
Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Politec e pelo Fundo Nacional de Segurança Pública.
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