O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) deflagrou uma ofensiva estratégica de fiscalização de pescado em todo o território mato-grossense. A ação, motivada pelo aumento expressivo no consumo de peixes durante a Quaresma e a proximidade da Semana Santa, visa combater o transporte irregular e a venda de produtos sem inspeção sanitária, protegendo a saúde do consumidor e a economia formal.
As equipes de fiscalização estão posicionadas em pontos estratégicos de rodovias estaduais e federais, realizando abordagens minuciosas em veículos de carga. O foco é interceptar produtos de origem clandestina que não passaram pelos crivos de higiene e conservação exigidos pela legislação vigente em Mato Grosso.
Rigor sanitário e combate à clandestinidade
Segundo o coordenador de Fiscalização e Julgamento de Processos do Indea, Thiago Augusto Tunes, a prioridade é verificar se o pescado possui o selo de inspeção (seja municipal, estadual ou federal) e se o estabelecimento de origem está devidamente registrado no órgão. “Nossa missão é averiguar a procedência. Se a carga estiver em conformidade com as normas sanitárias e possuir a certificação, é liberada imediatamente. Caso contrário, o material é apreendido e destinado à destruição”, alertou Tunes em nota oficial.
A operação conta com o apoio fundamental da Polícia Militar, o que amplia a capilaridade das fiscalizações volantes. A presença policial permite que os fiscais do Indea atuem com maior segurança em áreas de difícil acesso e em horários de pico de transporte de carga, garantindo que o peixe que chega à mesa do cidadão tenha rastreabilidade confirmada.
Riscos à saúde pública e normas de transporte
O pescado é um alimento altamente perecível e requer cuidados rigorosos de temperatura e manuseio. De acordo com as normas sanitárias brasileiras, o transporte sem refrigeração adequada ou em veículos sem higienização técnica pode favorecer a proliferação de bactérias e toxinas perigosas. A fiscalização de pescado atua justamente para impedir que produtos deteriorados ou processados em locais insalubres cheguem aos mercados e feiras livres.
A ausência de documentação fiscal e sanitária não é apenas uma infração administrativa; é um risco direto de intoxicação alimentar para a população. Por isso, cargas interceptadas sem comprovação de origem são descartadas seguindo protocolos ambientais, evitando que retornem ao ciclo de consumo.
Guia para o Consumidor: Como escolher um pescado seguro
O Indea ressalta que a participação da comunidade é o último elo da corrente de segurança alimentar. Ao realizar as compras para o feriado, o consumidor deve ser criterioso. Confira as principais recomendações do órgão:
- Selo de Inspeção: Verifique se a embalagem ou o estabelecimento possui os selos SIM, SISE ou SIF;
- Procedência: Adquira produtos apenas em locais regularizados (peixarias, supermercados e feiras autorizadas);
- Aparência do Peixe: Olhos brilhantes e salientes, guelras avermelhadas e carne firme que volta ao lugar após ser pressionada;
- Odor e Higiene: O cheiro deve ser característico de mar ou rio, nunca amoniacal ou pútrido. Observe se o balcão de vendas está limpo e com gelo suficiente.
Seguindo essas diretrizes, o cidadão contribui para o sucesso da fiscalização de pescado e garante uma celebração de Páscoa segura para toda a família.
Fique atento às orientações sanitárias e priorize sempre produtos com procedência garantida.
Reportagem baseada em informações oficiais do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT).
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