O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nesta quarta-feira (20), um ciclo de diálogos com estudantes do ensino médio em duas escolas da rede pública estadual.
Os encontros integraram o projeto institucional de prevenção de danos ao patrimônio público e difusão da cultura de integridade, aproximando adolescentes do sistema de Justiça.
As agendas ocorreram em dois períodos: pela manhã, na Escola Estadual Jaime Veríssimo de Campos, em Várzea Grande; e à tarde, na Escola Estadual Pascoal Moreira Cabral, localizada na capital.
Cuidado com o bem público e o custo do vandalismo
Durante as palestras, os estudantes foram instigados a analisar o impacto financeiro e social de atitudes individuais sobre os bens coletivos. O promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz, que conduziu as conversas nas duas instituições, explicou o mecanismo de desperdício gerado pela depredação de estruturas escolares e comunitárias.
“Quando um patrimônio é danificado, o dinheiro que poderia ser investido em melhorias precisa ser usado para reparar aquele prejuízo. Isso afeta toda a coletividade”, alertou o promotor, lembrando que o exercício democrático exige corresponsabilidade.
Em Várzea Grande, o promotor de Justiça Douglas Lingiardi Strachicini também compôs a mesa de debates e conectou os conceitos abstratos de ética e integridade às práticas do ambiente escolar. Segundo ele, a honestidade e o zelo no dia a dia são as bases para a formação de cidadãos comprometidos com o interesse público.
Patrimônio como legado histórico e social
No período vespertino, em Cuiabá, as discussões ganharam a participação do procurador de Justiça Edmilson Costa Pereira, titular da Procuradoria de Justiça Especializada de Defesa da Probidade e Patrimônio Público. O procurador propôs uma reflexão sobre a dimensão histórica dos espaços públicos.
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Construção geracional: O procurador pontuou que praças, escolas e hospitais representam um legado construído ao longo de gerações que deve ser protegido para as comunidades futuras.
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Ética e participação: Ele reforçou que a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual depende diretamente de uma postura ativa da juventude no monitoramento e preservação dos recursos do Estado.
O roteiro pedagógico aplicado pelos membros do MPMT abrangeu ainda tópicos estruturais da organização política brasileira, como a divisão e o equilíbrio entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os mecanismos de proteção aos direitos das minorias dentro do regime de maioria, e as atribuições constitucionais do Ministério Público como defensor da ordem jurídica e dos interesses sociais indisponíveis.
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