Mato Grosso dispara na apreensão de cocaína e chega ao segundo lugar nacional em 2024

As apreensões somam 23,6 toneladas retiradas de circulação no ano passado

Mato Grosso se consolidou como um dos estados que mais retiram drogas de circulação no Brasil. Segundo o Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça nesta quarta-feira (11 de junho), o estado subiu para a segunda colocação nacional em apreensão de cocaína no ano passado.

As forças de segurança estaduais apreenderam um total de 23,6 toneladas de cloridrato e pasta base de cocaína em 2024.

Esse volume representa um aumento significativo de 3,8 toneladas em comparação com 2023, quando Mato Grosso havia apreendido 19,8 toneladas e ocupava a terceira posição no ranking nacional. Em 2024, o estado ficou atrás apenas de São Paulo, que registrou 47,9 toneladas apreendidas.

Prejuízo de meio bilhão ao crime organizado em Mato Grosso

Além da cocaína, o Mapa da Segurança Pública também revelou que Mato Grosso alcançou a oitava colocação entre os estados que mais apreenderam maconha em 2024, com um total de 17,6 toneladas.

Somando as apreensões de cocaína e maconha, o estado retirou de circulação um volume total de 41,2 toneladas de entorpecentes. Esse montante representa um prejuízo estimado em R$ 554 milhões para as facções criminosas. O volume total de drogas apreendidas em 2024 é 57% maior do que o registrado em 2023, quando 26,2 toneladas foram retiradas das ruas.

Para o secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, os dados divulgados são um reconhecimento dos esforços do Governo de Mato Grosso no combate ao tráfico de drogas e às ações das facções criminosas, que são prioridade da atual gestão.

“O aumento das apreensões demonstra os esforços do Estado no combate às facções criminosas e ao tráfico. Outro exemplo de dedicação do Estado contra o crime é o programa Tolerância Zero, que vem reduzindo crimes e aumentando ainda mais as apreensões de drogas. O tráfico é o pilar financeiro dos grupos criminosos. Quando conseguimos apreender, estamos quebrando um ciclo financeiro das facções criminosas, descapitalizando o crime e, consequentemente, contribuindo para a redução dos índices de criminalidade”, concluiu o coronel Augustinho.

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