Um grande susto mobilizou as forças de salvamento na região médio-norte do estado. Uma criança precisou ser socorrida às pressas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) na tarde de segunda-feira (18), no bairro Bandeirantes, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi atingida no rosto por um anzol durante uma atividade recreativa.
De acordo com o relatório operacional emitido pela 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM), o acidente doméstico aconteceu em uma área verde nas proximidades de uma lagoa local, onde um grupo de menores de idade se reunia para pescar. Durante o arremesso da linha por um dos integrantes do grupo, o anzol acabou voltando-se contra a vítima, prendendo-se na sensível região de sua pálpebra.
Proteção ocular e encaminhamento ao Pronto Atendimento
Ao chegarem ao local da ocorrência, os militares encontraram o menor consciente, orientado e muito assustado. O anzol de pesca encontrava-se completamente fisgado na pele, bem próximo à linha do supercílio. A equipe de resgate realizou os procedimentos de atendimento pré-hospitalar com foco no isolamento, estabilização do objeto e aplicação de curativos específicos para proteger o globo ocular, mitigando riscos de agravamento da lesão ou danos severos à visão.
Após receber os primeiros socorros em campo, a criança foi transportada de ambulância e entregue aos cuidados da equipe médica plantonista do Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Lucas do Rio Verde. A unidade ficou responsável pelos procedimentos clínicos de extração do metal e profilaxia contra infecções. O Corpo de Bombeiros não divulgou a idade exata do paciente nem se houve a necessidade de intervenção cirúrgica especializada de urgência.
Os perigos da remoção improvisada e como prevenir
Especialistas em medicina de emergência alertam que acidentes envolvendo anzóis são recorrentes em Mato Grosso, mas exigem cautela extrema. Tentar puxar o objeto por conta própria de forma improvisada é contraindicado, pois a farpa metálica do anzol pode rasgar tecidos musculares, romper vasos sanguíneos e, em casos na face, causar cegueira irreversível ou infecções bacterianas profundas.
Para evitar tragédias em pescarias com menores, o CBMMT recomenda quatro regras de segurança:
- Supervisão: Crianças nunca devem manusear varas ou linhas sem um adulto responsável por perto;
- Distanciamento: Manter um espaço mínimo de segurança entre os participantes no momento do arremesso da linha;
- Equipamento: Utilizar tralhas de pesca leves e proporcionais ao tamanho e idade da criança;
- Brincadeiras: Proibir terminantemente correrias ou distrações enquanto anzóis e iscas estiverem expostos na margem.
| Ficha Técnica da Ocorrência | Dados Consolidados (13ª CIBM) |
|---|---|
| Local do Fato | Entorno de lagoa no Bairro Bandeirantes – Lucas do Rio Verde (MT) |
| Natureza da Lesão | Objeto metálico (anzol) fixado na região pálpebral/supercílio |
| Primeiro Atendimento | Estabilização veicular da peça e proteção do globo ocular |
| Unidade de Destino | Pronto Atendimento Municipal (PAM) para extração cirúrgica |
A presença de lagoas urbanas e rios nos perímetros das cidades do interior atrai dezenas de crianças e jovens para a pesca recreativa, transformando um momento de lazer em risco real quando não há a presença de pais ou responsáveis monitorando os arremessos. Você acredita que as prefeituras deveriam cercar ou proibir terminantemente a pesca de menores desacompanhados em lagos e parques públicos urbanos para evitar acidentes oculares graves ou a responsabilidade por fiscalizar essas atividades deve ser exclusiva das famílias, cabendo ao poder público apenas manter os espaços abertos e limpos? Deixe sua opinião nos comentários.
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