Infraestrutura de escolas é prioridade da educação pública, diz Flávia Soares

Secretária destaca investimentos em infraestrutura, alfabetização e equidade como pilares da rede estadual de ensino.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, afirmou que investir em infraestrutura de escolas é uma obrigação do poder público e um dos pilares para garantir a qualidade do ensino. Em entrevista divulgada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a gestora detalhou as estratégias adotadas para ampliar o acesso à educação, reduzir desigualdades e fortalecer a aprendizagem na rede estadual de Mato Grosso.

Conforme apurado junto à Seduc, a definição das obras na rede estadual segue critérios técnicos, como demanda por vagas, condições estruturais dos prédios, crescimento populacional, localização das unidades, transporte escolar e expansão da oferta de ensino em tempo integral. Segundo Flávia Soares, a infraestrutura de escolas precisa estar acompanhada de gestão eficiente, professores qualificados, alimentação escolar, tecnologia, mobiliário adequado e acompanhamento pedagógico.

Infraestrutura escolar vai além das obras

De acordo com a secretária, apenas construir ou reformar escolas não garante melhores resultados educacionais. A política pública, segundo ela, depende da integração entre investimentos físicos e ações permanentes de gestão, formação docente e participação da comunidade escolar.

O entendimento está alinhado às diretrizes da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), que estabelecem o dever do Estado em assegurar padrões mínimos de qualidade para o ensino público, incluindo instalações adequadas, recursos pedagógicos e profissionais qualificados.

Alfabetização e recuperação da aprendizagem

Flávia Soares destacou que o avanço nos indicadores de alfabetização ampliou a responsabilidade da rede estadual em evitar novas defasagens de aprendizagem. Segundo a Seduc, o programa de Acompanhamento Personalizado da Aprendizagem monitora o desempenho dos estudantes tanto na rede estadual quanto em municípios participantes do Regime de Colaboração.

A proposta busca identificar dificuldades precocemente, especialmente em leitura, escrita e matemática, permitindo intervenções antes que o aluno acumule prejuízos no processo de aprendizagem.

Educação profissional conectada ao mercado

Outro ponto abordado foi a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Atualmente, a rede estadual oferece mais de 40 cursos técnicos, estruturados conforme as características econômicas de cada região.

Segundo a secretária, a oferta considera setores como agronegócio, indústria, tecnologia, turismo, serviços e meio ambiente, buscando aproximar a formação técnica das oportunidades existentes no mercado de trabalho e do projeto de vida dos estudantes.

Apoio ao estudante e permanência na escola

A Seduc também ressaltou que políticas de permanência escolar incluem distribuição de uniformes, materiais didáticos, Chromebooks, alimentação escolar e recursos financeiros destinados às unidades de ensino.

Segundo a secretaria, essas medidas beneficiam aproximadamente 323 mil estudantes matriculados na rede estadual e contribuem para reduzir desigualdades sociais que impactam diretamente o desempenho escolar.

Além disso, equipes psicossociais atuam nas escolas para acompanhar situações de vulnerabilidade, violência, ansiedade e risco de evasão escolar, fortalecendo ações preventivas e de acolhimento.

Segurança e organização das unidades

Ao comentar o modelo cívico-militar, Flávia Soares afirmou que as 263 unidades que adotam esse formato mantêm a responsabilidade pedagógica sob gestão dos professores e equipes educacionais. Segundo ela, o modelo busca organizar a rotina escolar, enquanto ações de mediação de conflitos e cultura de paz continuam sendo desenvolvidas em toda a rede.

A secretária acrescentou que problemas como bullying, violência, trabalho infantil e abandono escolar exigem atuação integrada entre educação, famílias e demais políticas públicas.

Equidade para diferentes realidades

Na entrevista, Flávia Soares afirmou que a política educacional estadual considera as especificidades das escolas urbanas, rurais, indígenas, quilombolas e da Educação Especial. Segundo a gestora, garantir equidade significa oferecer condições adequadas conforme a realidade de cada comunidade, incluindo acessibilidade, formação de profissionais, fortalecimento curricular e investimentos específicos.

A Seduc destaca que essas ações fazem parte da estratégia de assegurar o direito constitucional à educação com qualidade para todos os estudantes, respeitando suas diferenças e necessidades.

  • Critérios técnicos orientam obras e ampliações na rede estadual.
  • Programa acompanha individualmente o desempenho dos estudantes.
  • Mais de 40 cursos técnicos atendem diferentes vocações econômicas.
  • Políticas de permanência incluem alimentação, materiais, tecnologia e apoio psicossocial.
  • Equidade orienta investimentos em escolas urbanas, rurais, indígenas, quilombolas e de Educação Especial.

Para acompanhar novas ações e investimentos na educação pública estadual, continue acompanhando a cobertura do tema.

Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), além da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996).

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