Um garimpo ilegal foi desativado nesta quarta-feira (25), na zona rural de Aripuanã, a 1.001 km de Cuiabá, conforme divulgado pelo Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar de Mato Grosso. A ação ocorreu durante patrulhamento da Operação Amazônia, após informações repassadas pelo setor de inteligência indicarem atividade clandestina de extração mineral na região.
Conforme apurado pela reportagem a partir do boletim de ocorrência, os policiais localizaram uma área com degradação ambiental, marcada pela abertura de cavas e intensa movimentação de terra para extração de minério. No local, foi encontrada uma pá carregadeira atolada, além de dois motores utilizados em sistemas de lavagem e sucção de rejeitos. O maquinário pesado foi removido e encaminhado à Secretaria Municipal de Infraestrutura de Colniza.
Estrutura clandestina e dano ambiental
Segundo a Polícia Militar, os motores não puderam ser retirados imediatamente e foram inutilizados para impedir a continuidade da atividade. Nenhum suspeito foi encontrado durante a operação, mas equipes mantêm rondas na região em busca dos responsáveis pelo garimpo irregular em Mato Grosso.
A exploração mineral sem autorização é considerada crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Código de Mineração, que exigem licenciamento e autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) e dos órgãos ambientais competentes. A prática está associada a desmatamento, assoreamento de rios e contaminação por substâncias químicas, como o mercúrio.
Segunda operação na semana
Esta é a segunda ocorrência de garimpo ilegal desativada pelo Batalhão Ambiental em poucos dias. Na terça-feira (24), outra estrutura clandestina foi fechada na zona rural de Colniza. Na ocasião, foram apreendidos quatro motores e uma escavadeira hidráulica, além da identificação de acampamentos improvisados utilizados pelos envolvidos. A operação contou com apoio da Força Tática de Nova Mutum.
Pressão sobre áreas sensíveis da Amazônia
Regiões do noroeste do estado, como Aripuanã e Colniza, estão inseridas em áreas de transição da Amazônia Legal e registram histórico de pressão por atividades ilegais de exploração de recursos naturais. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indicam que o garimpo clandestino é um dos principais vetores de desmatamento e degradação em áreas remotas.
A Polícia Militar informou que as ações de fiscalização serão intensificadas dentro da estratégia de tolerância zero contra crimes ambientais. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de segurança pública. A participação da população é considerada fundamental para coibir novas frentes de garimpo ilegal na região.
Entenda: impactos do garimpo ilegal
- Desmatamento e abertura de crateras (cavas);
- Assoreamento e contaminação de rios;
- Perda de biodiversidade;
- Riscos à saúde de comunidades locais e indígenas.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso e boletim de ocorrência da Operação Amazônia.
Box informativo
- Crime: Extração mineral sem licença (Lei 9.605/1998);
- Órgãos responsáveis: Polícia Militar Ambiental, Sema-MT, ANM e Ibama;
- Penalidades: Multas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal.
Para acompanhar atualizações sobre fiscalização ambiental e segurança pública, continue acessando o portal.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.