Finais do judô encerram 49ª edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos e definem classificados para etapa estadual

Modalidade registrou crescimento superior a 60% no número de inscritos após inclusão de atletas vinculados a projetos sociais e clubes

As disputas finais do judô encerraram as atividades da 49ª edição dos Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs). O evento foi sediado no Palácio das Artes Marciais, localizado no Complexo da Arena Pantanal, e definiu os jovens atletas classificados para representar a capital na etapa estadual da competição estudantil em Mato Grosso.

Neste ano, a modalidade registrou um crescimento expressivo entre 60% e 65% no volume de inscritos em comparação ao período anterior.

De acordo com a coordenação técnica, o avanço foi resultado de uma mudança estratégica no regulamento de inscrições, que passou a permitir que atletas vinculados a clubes, academias e projetos sociais competissem representando suas respectivas instituições de ensino.

Desempenho por equipes

Além das conquistas individuais em cada categoria de peso, o campeonato consagrou as escolas que somaram as maiores pontuações gerais:

  • Categoria 14 a 16 anos: A Escola Estadual Governador José Fragelli (Escola Arena) conquistou a liderança geral nos rankings masculino e feminino.

  • Categoria 12 a 14 anos: A Escola Nova Pedagogia garantiu o primeiro lugar no masculino, enquanto o Colégio Plural ficou com o título no feminino.

Os resultados técnicos detalhados e as tabelas de classificação por faixa etária foram disponibilizados pela organização para consulta pública.

Revelação de talentos e impacto social

A coordenação da modalidade e a arbitragem apontaram que o nível técnico das lutas reflete o fortalecimento do judô cuiabano, uma vez que parte dos competidores já integra o circuito nacional escolar. Tradicionalmente, o estado de Mato Grosso figura entre as três melhores equipes do país nas competições escolares brasileiras de judô.

Para além do rendimento esportivo, gestores e familiares destacaram o papel dos JECs como ferramenta de inclusão. A coordenadora da modalidade, Patrícia Galilei Mustafá Youssef, ressaltou que o esporte atua como um agente de transformação social para jovens em situação de vulnerabilidade. Relatos de superação marcaram as arquibancadas, onde pais e responsáveis acompanharam o desempenho dos estudantes e enfatizaram os reflexos positivos da disciplina marcial no rendimento escolar e na estrutura familiar dos atletas.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.