Eleições 2026: Governo de Mato Grosso publica guia de regras para programas sociais em ano eleitoral

Cartilha da CGE e PGE orienta uso de programas sociais em ano eleitoral e proíbe promoção política.

Para garantir a lisura do pleito de 2026 e evitar o uso da máquina pública, a Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) lançaram uma cartilha de orientações aos servidores de Mato Grosso. O documento detalha o que é permitido e o que é proibido na execução de programas sociais durante o ano eleitoral.

O objetivo central é assegurar que os benefícios cheguem à população sem que haja promoção pessoal de candidatos ou partidos, mantendo o equilíbrio na disputa política.

O que é Proibido: Uso Político de Benefícios

De acordo com as normas da CGE e PGE, a legislação é rigorosa quanto a práticas que vinculem a assistência social à imagem de postulantes a cargos públicos. Estão vetadas condutas como:

  • Promoção Pessoal: Associar a entrega de cestas básicas, medicamentos ou auxílios financeiros a nomes de candidatos;
  • Mensagens de Campanha: Utilizar slogans, cores ou logotipos que remetam a campanhas eleitorais em materiais de divulgação do governo;
  • Condicionamento de Voto: Sugerir, de forma direta ou indireta, que a continuidade de um programa depende da vitória de determinado candidato;
  • Eventos Políticos: Transformar inaugurações ou atos de entrega de benefícios em palanques de promoção partidária.

A cartilha alerta ainda que a execução de programas por meio de entidades ligadas a candidatos pode configurar desvio de finalidade e crime eleitoral.

O que é Permitido: Continuidade dos Serviços

A legislação brasileira, sob a Lei nº 9.504/1997, não interrompe o suporte às famílias vulneráveis, mas impõe critérios técnicos. A manutenção das ações sociais é permitida quando:

  • Programas Pré-existentes: A ação já estava prevista em lei e em plena execução orçamentária no ano anterior ao pleito;
  • Comunicação Informativa: O material divulgado possui caráter estritamente educativo ou informativo, sem alusão a coligações;
  • Emergências: Casos de calamidade pública ou emergência declarada permitem ações excepcionais, desde que justificadas tecnicamente.

Segurança Jurídica para o Servidor

A recomendação oficial para os agentes públicos que atuam na ponta do sistema é que, em caso de dúvida sobre a legalidade de uma ação, consultem formalmente os órgãos de controle. O cumprimento dessas diretrizes evita sanções administrativas graves e processos judiciais por abuso de poder político.

A prioridade absoluta deve ser o interesse público. O documento reforça que o Estado deve continuar funcionando para o cidadão, mas de forma neutra e transparente até o fechamento das urnas em outubro de 2026.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.