Três mulheres foram presas pelo Grupo de Apoio (GAP) do 3º Batalhão da Polícia Militar, na tarde desta quinta-feira (7), suspeitas de integrarem um esquema de furtos contra unidades da rede O Boticário em Cuiabá. Durante a operação, os militares recuperaram 61 produtos, incluindo perfumes e hidratantes de alto valor comercial.
A localização das suspeitas ocorreu após o serviço de inteligência identificar um veículo Chevrolet Onix que estaria sendo utilizado para dar suporte logístico aos crimes na capital de Mato Grosso.
Confissão e apreensão de mercadorias
O automóvel foi interceptado na Rua Peixoto de Azevedo, em frente à residência de uma das envolvidas. Ao ser questionada, uma das mulheres confessou a participação nos furtos e revelou que o grupo agia sob o comando de um homem identificado pelas iniciais J.V., que seria o responsável por recrutar a equipe para as ações criminosas.
Na primeira residência vistoriada, os policiais encontraram 52 itens da marca escondidos. Dando continuidade à diligência, a equipe se deslocou até o bairro Francisca Borba, onde foram localizados outros nove produtos. Além da mercadoria, o veículo e um aparelho celular foram apreendidos e entregues à Polícia Civil.
Esquema com ‘olheira’ e tornozelado
De acordo com os depoimentos colhidos no local, o grupo possuía divisão de tarefas. Uma das mulheres admitiu que atuava como “olheira”, monitorando a movimentação de viaturas e garantindo a fuga dos comparsas após a retirada dos produtos das prateleiras das lojas.
O suposto líder do esquema não foi encontrado durante a abordagem. Familiares informaram à PM que o homem faz uso de tornozeleira eletrônica. A polícia agora trabalha para realizar a conferência dos dados do sistema de monitoramento para confirmar a localização do suspeito nos horários em que os furtos foram registrados.
Encaminhamento
As três mulheres foram conduzidas ao CISC Verdão para o registro da ocorrência. Elas devem responder por furto qualificado e associação criminosa. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis lojas atingidas e localizar o receptador que compraria os produtos para revenda no mercado paralelo.
Você acredita que a facilidade de revenda de produtos de marcas conhecidas em redes sociais contribui para o aumento de furtos a lojas de cosméticos, ou falta uma fiscalização mais rigorosa dentro dos próprios shoppings e centros comerciais? Deixe sua opinião nos comentários.
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