A Polícia Federal deflagrou neste sábado (9) a Operação Berço Seguro, com o objetivo de desarticular um esquema de crimes cibernéticos voltados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. A ação ocorreu simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Aracaju (SE). Na capital mato-grossense, o principal alvo da investigação morreu após reagir à abordagem policial.
Huilzivan Alves da Costa era o alvo de um mandado de prisão temporária. Ele era investigado pela suspeita bárbara de abusar sexualmente da própria filha, uma bebê de apenas 11 meses, e de comercializar as gravações dos crimes na dark web.
Confronto e morte do suspeito
De acordo com o boletim divulgado pela Polícia Federal, durante o cumprimento do mandado de busca e prisão em uma residência de Cuiabá, Huilzivan reagiu de forma violenta contra a equipe. No revide à agressão, o investigado foi baleado. Apesar de ter recebido socorro imediato, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco depois.
As investigações da PF revelaram indícios de que os abusos não se limitavam à bebê; há suspeitas de que o homem também tenha praticado violência sexual contra a filha mais velha de sua companheira. O conteúdo gravado era vendido em ambientes digitais restritos para redes internacionais de pedofilia.
Enfrentamento à exploração infantil
A Operação Berço Seguro integra os esforços permanentes da Polícia Federal em combater o armazenamento e a distribuição de material de abuso infantil. A corporação destacou que o rastreamento desse tipo de crime no ambiente digital tem sido intensificado com o uso de novas tecnologias de inteligência.
A PF reforçou a importância da vigilância constante no ambiente familiar e digital, orientando que qualquer suspeita de violência contra menores seja comunicada imediatamente às autoridades através do Disque 100 ou diretamente nas delegacias especializadas em Mato Grosso.
Exames Periciais
A área onde ocorreu o confronto passou por perícia técnica da Politec e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Federal deve seguir com a análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos na operação para identificar possíveis compradores dos vídeos produzidos pelo investigado.
A morte de um suspeito de crimes tão brutais costuma dividir opiniões na sociedade. Você acredita que o confronto armado durante operações desse tipo é um risco necessário para proteger os agentes e interromper o ciclo de violência, ou o ideal seria que o investigado fosse preso vivo para entregar outros membros da rede criminosa na dark web? Deixe sua opinião nos comentários.
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