Justiça condena homem a 52 anos de prisão por triplo homicídio de ex-mulher e sogros em Cuiabá

Tribunal do Júri condenou réu por matar ex-companheira, mãe dela e padrasto em Cuiabá; crime ocorreu em 2009.

Após 17 anos do crime, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou, nesta quinta-feira (7), Moacir Gonçalves Júnior a uma pena de 52 anos de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelo assassinato da ex-companheira e dos pais dela, em um crime que mobilizou a segurança pública de Mato Grosso em 2009.

O julgamento foi presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O Conselho de Sentença acatou integralmente a tese do Ministério Público, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

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O Crime: Tragédia em família

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o triplo homicídio ocorreu no dia 8 de setembro de 2009, na capital. Moacir utilizou uma arma de fogo para executar:

  • Alessandra de Paula Leandro: Ex-companheira do réu;
  • Maria Aparecida de Paula Leandro: Mãe de Alessandra;
  • Levi Monteiro de Souza: Padrasto de Alessandra.

As investigações apontaram que todas as vítimas foram atingidas na região da cabeça, sem qualquer chance de defesa. O crime foi motivado pelo inconformismo do réu com o fim do relacionamento e um histórico de ameaças recorrentes.

Violência Doméstica e Premeditação

Durante o plenário, o promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues reforçou que o réu agiu de forma premeditada, atacando os três familiares em um único episódio de violência extrema. “O Ministério Público espera que a decisão represente uma resposta da Justiça diante da gravidade dos fatos e do sofrimento causado a essa família”, destacou o promotor.

A magistrada, ao fixar a pena em 52 anos de reclusão, considerou a brutalidade da execução e o contexto de violência doméstica. Moacir, que já estava preso, não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Resposta da Justiça

A condenação encerra um longo capítulo jurídico. Para especialistas, penas rigorosas em casos de crimes contra a vida no âmbito familiar são fundamentais para desencorajar a violência doméstica, que ainda registra índices preocupantes em Mato Grosso.

O caso levou 17 anos para ter um desfecho final no Tribunal do Júri. Você acredita que a demora da Justiça brasileira em julgar crimes de homicídio contribui para a sensação de impunidade ou o importante é que a condenação, mesmo tardia, seja exemplar como esta de 52 anos? Deixe sua opinião nos comentários.

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