Uma adolescente de 17 anos foi resgatada por equipes da Polícia Militar durante uma ação que desarticulou um suposto “tribunal do crime” em Cáceres, na noite desta terça-feira (14). A ocorrência mobilizou policiais do 6º Batalhão, Força Tática e Bope após denúncias de gritos vindos de uma residência já monitorada por suspeita de ligação com facção criminosa.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram movimentação suspeita na frente do imóvel e realizaram a abordagem. Durante a entrada na residência, a cena encontrada confirmou a gravidade da denúncia: a adolescente estava com mãos e pés amarrados, sendo mantida sob vigilância dentro do imóvel.
A intervenção foi imediata. A vítima foi libertada ainda no local, encerrando a situação de risco. Conforme consta no boletim de ocorrência, a ação policial foi precedida por registro audiovisual da situação, garantindo a preservação de provas antes da retirada das amarras.
Vítima relata ameaça de execução
Após o resgate, a adolescente relatou que havia sido atraída até a residência por uma mulher conhecida, sob o pretexto de uma conversa. Ao chegar, foi rendida por outros envolvidos, amarrada e submetida a um interrogatório conduzido por integrantes da facção criminosa, que participavam por meio de chamada de vídeo.
Durante o período em que esteve sob domínio dos suspeitos, a vítima afirmou ter sido pressionada a fornecer informações sobre um suposto integrante de grupo rival. Segundo o relato, ela foi ameaçada de morte caso não colaborasse.
Prisões em flagrante e apreensão de materiais
Dentro da residência, os policiais localizaram um dos suspeitos com um aparelho celular em chamada ativa, possivelmente conectado a outros membros da organização criminosa. Próximo à vítima, foram encontradas armas brancas, incluindo faca e facão, além de cordas utilizadas na imobilização.
Três suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), onde o caso foi formalizado. Durante a ação, também foram apreendidos sete aparelhos celulares e a quantia de R$ 509 em dinheiro.
Atendimento à vítima e continuidade das investigações
Por se tratar de uma menor de idade, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e prestar o suporte necessário à vítima. Um advogado também esteve presente durante os procedimentos.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Judiciária Civil, que seguirá com as investigações para apurar a participação de outros envolvidos e aprofundar as circunstâncias do caso, que envolve crimes como organização criminosa, sequestro, cárcere privado e ameaça.
A ação rápida das forças de segurança foi determinante para impedir a continuidade da violência e garantir a proteção da adolescente, interrompendo uma prática criminosa que ainda preocupa autoridades em diversas regiões do estado.
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