O pesadelo de cair em um golpe do Pix e ouvir do banco que “não há saldo na conta destino” está chegando ao fim. Desde o dia 2 de fevereiro de 2026, o Banco Central tornou obrigatório o MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução). A mudança é drástica: agora, o sistema não para na primeira conta; ele persegue o dinheiro por toda a rede de “contas-laranja” usadas por criminosos, realizando bloqueios automáticos em cadeia.
O que muda na prática para o consumidor?
Até o ano passado, apenas 7% do dinheiro roubado via Pix era recuperado, porque os golpistas pulverizavam os valores em segundos. Com o MED 2.0, o cenário muda:
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Rastreio em Camadas: O banco agora tem o poder (e a obrigação) de seguir o dinheiro por múltiplas contas, bloqueando o saldo onde quer que ele esteja.
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Devolução em 11 Dias: Após a contestação direta pelo aplicativo, a instituição tem um prazo máximo de 11 dias para concluir a análise e devolver os valores.
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Sem Burocracia: A contestação deve ser feita direto no app, sem a necessidade de filas ou ligações demoradas para centrais de atendimento.
O Desafio da “Engenharia Social”
Mesmo com a nova trava, o alerta continua. Cerca de 90% das fraudes atuais não são invasões de conta, mas sim golpes onde o próprio cliente faz a transferência, convencido por um criminoso (boletos falsos, compras fakes ou pedidos de ajuda no WhatsApp). A biometria facial não impede isso, pois é o próprio dono da conta quem autoriza.
Especialistas da BioCatch alertam que os bancos agora utilizam inteligência comportamental para detectar se você está sob pressão ou sendo manipulado no momento da digitação, hesitação ou uso de acesso remoto.
Pix por Aproximação: Insegurança trava adesão
Lançado há um ano, o Pix por aproximação ainda enfrenta resistência. Embora seja seguro, 25% dos brasileiros têm receio de usar o recurso por medo de golpes. Para o CenárioMT, a dica é clara: a segurança avançou, mas a atenção do usuário continua sendo a primeira linha de defesa.
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