Mato Grosso amplia liderança no etanol de milho e projeta crescimento de 16% na safra 2026/27

Levantamento do Bioind-MT e do Imea aponta que estado deve atingir 8,44 milhões de metros cúbicos de etanol no próximo ciclo, consolidando-se como referência nacional em biocombustíveis e descarbonização

Bioind-MT e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projetam mais um salto da bioenergia em Mato Grosso. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (25), o estado deverá registrar crescimento de 16,08% na produção total de etanol na safra 2026/27, alcançando 8,44 milhões de metros cúbicos e reforçando sua posição entre os maiores polos de biocombustíveis do país.

O avanço será puxado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. A expectativa é que o volume produzido a partir do milho alcance 7,33 milhões de metros cúbicos na próxima safra, um aumento de 18,67% em relação ao ciclo anterior.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o crescimento do setor fortalece não apenas a economia estadual, mas também o papel estratégico do Brasil na transição energética global.

“O avanço do etanol de milho demonstra a capacidade de integração entre produção agrícola, indústria e geração de energia renovável. Mato Grosso amplia sua relevância na segurança energética e no processo de descarbonização dos transportes”, destacou.

Safra atual já registra crescimento

Antes mesmo da projeção para 2026/27, a safra 2025/26 já apresenta números expressivos. A estimativa é de que Mato Grosso encerre o ciclo atual com produção de 7,27 milhões de metros cúbicos de etanol, crescimento de 8,52% em comparação à temporada passada.

Enquanto a produção nacional deve permanecer praticamente estável, com alta de apenas 0,22%, Mato Grosso mantém a vice-liderança brasileira no setor, atrás apenas de São Paulo.

Na safra atual, o etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, enquanto o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos.

Expansão industrial impulsiona moagem de milho

O levantamento também aponta crescimento acelerado da moagem de milho destinada à produção de etanol. Na safra 2025/26, o volume processado deve chegar a 13,81 milhões de toneladas, alta de 10,45%.

Já para 2026/27, a projeção é ainda mais robusta: 16,36 milhões de toneladas, avanço de 18,52%, impulsionado pela entrada de duas novas plantas industriais no estado.

Além do combustível, a cadeia industrial vem ampliando a geração de coprodutos estratégicos para a economia regional. A produção de DDG e DDGS — utilizados principalmente na nutrição animal — deve crescer 16,14%, alcançando 3,41 milhões de toneladas. O óleo de milho também deverá avançar 12,9%, chegando a 338,9 mil toneladas.

De acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, o setor amplia sua importância econômica ao integrar produção agrícola, energia renovável e coprodutos industriais.

“O setor de bioenergia em Mato Grosso vem consolidando uma cadeia industrial de grande relevância econômica para o estado, gerando emprego, renda e fortalecendo a sustentabilidade da matriz energética”, afirmou.

Cadeia da bioenergia gera empregos e amplia impacto ambiental positivo

As projeções de longo prazo mostram que a expansão da bioenergia em Mato Grosso deve continuar nos próximos anos. Segundo o estudo, o estado poderá atingir 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado atualmente.

O levantamento também destaca o impacto ambiental positivo do setor. Os Créditos de Descarbonização (CBIOs) já representaram mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂ desde o início do programa, sendo mais de 40 milhões apenas em 2025.

Atualmente, a cadeia da bioenergia em Mato Grosso gera mais de 12 mil empregos diretos e arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS.

Fundado em 1985, o Bioind-MT representa 12 indústrias do setor de bioenergia no estado, atuando na produção de açúcar, etanol, biogás, biometano e energia de biomassa, com foco no fortalecimento sustentável da indústria de combustíveis renováveis.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
37,00
-0,13
Alto Araguaia
44,00
-0,23
Alto Garças
43,85
-0,23
Campo Novo do Parecis
42,80
-0,23
Campo Verde
44,05
-0,23
Campos de Júlio
42,75
-0,47
Canarana
42,15
-0,24
Diamantino
43,40
-0,23
Ipiranga do Norte
39,05
-0,26
Lucas do Rio Verde
39,55
-0,25
Mato Grosso
41,37
-0,24
Matupá
37,35
-0,27
Nova Mutum
39,60
-0,25
Nova Ubiratã
39,15
-0,25
Porto dos Gaúchos
37,95
-0,26
Primavera do Leste
44,35
-0,22
Querência
41,45
-0,24
Rondonópolis
45,45
-0,22
Sapezal
43,15
-0,23
Sinop
40,85
-0,24
Sorriso
41,65
-0,24
Tangará da Serra
43,55
-0,23
Vila Rica
40,55
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
24,69
1,40
Alto Araguaia
40,94
0,84
Campo Novo do Parecis
32,01
1,08
Campo Verde
35,65
0,96
Campos de Júlio
29,65
1,18
Canarana
32,71
1,05
Diamantino
31,70
1,10
Ipiranga do Norte
29,40
1,17
Lucas do Rio Verde
31,51
1,12
Mato Grosso
32,03
1,07
Nova Mutum
30,78
1,12
Nova Ubiratã
29,66
1,18
Porto dos Gaúchos
42,56
0,81
Primavera do Leste
35,67
0,97
Querência
30,96
1,11
Rondonópolis
37,44
0,92
Sapezal
30,47
1,13
Sinop
29,33
1,18
Sorriso
30,57
1,12
Tangará da Serra
31,08
1,12
Vila Rica
38,59
0,91
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
496,80
4,77
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
290,69
1,85
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
191,32
3,29
Campo Novo do Parecis - Santos
514,98
3,96
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,74
0,23
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
92,76
1,89
Campo Verde - Santos
422,13
0,31
Canarana - Alto Araguaia
186,62
-1,78
Canarana - Paranaguá
454,85
0,88
Canarana - Santos
467,61
0,89
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,21
4,36
Diamantino - Rondonópolis
154,17
0,19
Diamantino - Santos
486,73
5,30
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
395,31
0,02
Rondonópolis - Santos
409,74
0,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,75
3,39
Sorriso - Miritituba
328,80
3,31
Sorriso - Paranaguá
517,46
1,31
Sorriso - Rondonópolis
180,39
0,07
Sorriso - Santos
531,48
2,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
100,00
0,49
Mato Grosso
100,00
0,12
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,55
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,00
Sudeste
100,00
0,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
46,75
1,26
Mato Grosso
47,32
1,48
Médio-Norte
48,19
1,06
Nordeste
49,11
2,81
Noroeste
48,59
1,77
Norte
46,79
1,54
Oeste
44,30
0,47
Sudeste
44,20
1,33
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,87
0,53
Mato Grosso
42,49
0,03
Médio-Norte
0,00
-100,00
Nordeste
42,35
-0,05
Noroeste
0,00
-100,00
Norte
0,00
-100,00
Oeste
0,00
-100,00
Sudeste
0,00
-100,00
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,55
0,19
Mato Grosso
42,73
-1,69
Médio-Norte
43,08
0,28
Nordeste
41,60
-0,86
Noroeste
41,33
-3,03
Norte
42,89
-8,00
Oeste
43,87
1,54
Sudeste
45,41
-2,02
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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