O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta quarta-feira (27) o avanço do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, divulgado recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Durante entrevista ao Jornal do Amazonas, em Manaus, Lula afirmou que a melhora nos indicadores reforça os resultados das políticas voltadas à população de baixa renda. Segundo o presidente, o país ainda pode avançar mais com a geração de empregos e novos investimentos ligados à energia limpa.
“A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz”, declarou.
O IDH é calculado pelo PNUD com base em indicadores de renda, educação e expectativa de vida.
Transição energética
Lula afirmou que o Brasil reúne condições favoráveis para liderar a chamada transição energética, processo que substitui fontes fósseis por energias renováveis.
De acordo com o presidente, o país possui grande potencial para ampliar a produção de energia eólica, solar e hidrogênio verde, o que pode fortalecer a economia e atrair novos investimentos.
“O Brasil tem um potencial muito grande com eólica, com solar. O Brasil tem um potencial muito grande com o hidrogênio verde. Nós estamos começando agora essa nova matriz energética”, afirmou.
Segundo Lula, a mudança na matriz energética poderá representar uma transformação econômica significativa para o país.
“Nenhum país é capaz de competir com o Brasil nessa transição energética que vai acontecer no mundo”, disse.
Interesse internacional
O presidente também comentou o interesse de empresas estrangeiras em instalar data centers no Brasil, devido à capacidade de geração de energia limpa.
Lula defendeu que esses investimentos tragam benefícios concretos para a população brasileira e não utilizem recursos energéticos apenas para fins privados.
“Se eles quiserem vir para cá, podem vir. Mas têm de saber que não vão utilizar a energia que a gente tem para o povo brasileiro apenas para fazer data center”, afirmou.
Segundo o presidente, empresas chinesas já estão ampliando operações no Ceará, enquanto grupos norte-americanos e indianos também demonstram interesse em investir no país.
“Vamos fazer com que o Brasil se transforme numa opção invejável para investimentos estrangeiros. Eu estou muito otimista”, concluiu.
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