Um fenômeno meteorológico raríssimo está em formação no Atlântico Sul e deve desafiar a lógica comum nas próximas horas. Um ciclone com comportamento nunca visto — avançando do mar em direção ao continente, em vez de se afastar da costa — coloca a comunidade meteorológica em alerta. O sistema traz rajadas de até 90 km/h em mar aberto e riscos de granizo e trombas d’água para os estados do Sul.
Segundo análises da MetSul Meteorologia, o ciclone apresenta duas características que o tornam uma exceção na costa brasileira: sua trajetória de Leste para Oeste (do oceano para a terra) e sua estrutura térmica de núcleo quente, o que o classifica inicialmente como um sistema subtropical ou tropical.
O que esperar do Ciclone e do VCAN (31/03 a 03/04)
Embora o ciclone em superfície tenda a se dissipar antes de tocar o solo, um fenômeno associado chamado Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN) avançará sobre o continente, trazendo instabilidade severa.
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Entenda o fenômeno: Por que ele é diferente?
A grande maioria dos ciclones na costa brasileira é extratropical, associada a frentes frias, e se desloca de Oeste para Leste, afastando-se de nós. Este novo sistema faz o caminho inverso. Além disso, seu estágio inicial mostra um centro quente, dissociado de frentes frias, o que é extremamente incomum para a região.
A Marinha do Brasil monitora o sistema para uma possível nomeação, caso ele se intensifique. O maior perigo para quem está em terra firme não é o vento direto do ciclone, mas o choque térmico causado pelo VCAN (ar frio em altitude) com o ar quente e úmido da superfície, o que favorece tempestades severas de curta duração.
Recomendações
A Defesa Civil recomenda atenção redobrada aos moradores do litoral e áreas de serra no Sul do Brasil. Evite locais abertos durante tempestades e fique atento a sinais de granizo. As imagens de satélite nas próximas horas devem mostrar uma espiral de nuvens impressionante avançando em direção ao continente.
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