O futuro do Samu em Mato Grosso voltou ao centro do debate político após rumores sobre uma possível descontinuidade do serviço. A discussão ocorreu nesta terça-feira (28), durante reunião no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa.
Debate na Assembleia Legislativa
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que o Samu não será extinto e reforçou que o serviço faz parte de uma política pública federal consolidada. Segundo ele, a estrutura é financiada por União, Estado e municípios e não pode ser encerrada por decisão isolada.
“O Samu é patrimônio do povo e não pertence a governo nenhum”, destacou o parlamentar, ao rebater as informações sobre um possível fim do serviço.
Críticas a demissões e defesa de expansão
Durante a reunião, Wilson Santos criticou a demissão de profissionais temporários e defendeu a ampliação das equipes e das bases de atendimento. Para ele, reduzir o serviço vai na contramão das necessidades da população.
O deputado ressaltou que o atendimento do Samu é essencial em situações de emergência, pois reduz sequelas e aumenta as chances de sobrevivência das vítimas.
Integração com o Corpo de Bombeiros
O encontro também tratou da integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). O governador Otaviano Pivetta reconheceu a importância do serviço e afirmou que não há intenção de encerrá-lo, além de sinalizar revisão de decisões sobre contratos temporários.
Atualmente, o estado conta com 27 bases de atendimento emergencial, ampliando a cobertura do Samu em relação a anos anteriores.
Histórico e defesa do serviço
Wilson Santos lembrou sua participação na implantação do Samu em Cuiabá, em 2007, quando era prefeito. Ele destacou que o serviço foi estruturado em 2005 como política federal e se tornou essencial para o atendimento de urgência.
Para o parlamentar, o momento exige diálogo entre governo estadual, municípios e União para fortalecer o sistema e garantir mais eficiência no atendimento à população.
“O Samu salva vidas todos os dias e precisa ser ampliado, não reduzido”, concluiu.
O debate segue em aberto e levanta questionamentos sobre a gestão do serviço no estado. Comente sua opinião!
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