Barranco cobra explicações sobre R$ 8 milhões parados para obras em Cuiabá nesta quarta-feira (29)

Deputado questiona atraso na pavimentacao em Cuiabá e aponta falhas da prefeitura na execução das obras.

O impasse nas obras de infraestrutura da capital ganhou um novo capítulo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (29). O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou o Requerimento nº 269/2026 para cobrar explicações sobre a paralisia na pavimentação asfáltica de diversos bairros, mesmo com recursos federais já disponíveis em Mato Grosso.

Dados da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) confirmam que mais de R$ 8 milhões já foram repassados para o município, mas falhas técnicas impedem o avanço das máquinas.

Recursos liberados e bairros à espera

Segundo o levantamento apresentado pelo parlamentar, o convênio federal destinado à pavimentação e drenagem pluvial já conta com R$ 8.053.341,18 em conta. Os bairros que deveriam estar recebendo as melhorias incluem:

  • Parque Ohara e Jockey Club;
  • Jardim Presidente e Parque Cuiabá;
  • Vila Rosa e 08 de Abril.

Apesar do montante expressivo, a população dessas comunidades continua convivendo com a poeira intensa na seca e o isolamento causado pela lama durante o período chuvoso.

Falhas técnicas travam o asfalto

A Sudeco informou oficialmente que o principal entrave para a continuidade das obras é a própria Prefeitura de Cuiabá. De acordo com a autarquia federal, o município solicitou alterações no projeto básico, mas apresentou documentação incompleta. Em diligências realizadas em fevereiro de 2026, ficou constatado que a ausência de papéis essenciais impede a análise técnica necessária para liberar o prosseguimento da pavimentação.

Para Valdir Barranco, o cenário expõe uma falha de gestão. “O dinheiro está na conta, o que falta é responsabilidade administrativa para entregar o asfalto que o povo espera há anos”, pontuou o deputado durante a sessão desta quarta-feira.

Impacto na Qualidade de Vida

A falta de pavimentação asfáltica ultrapassa os problemas de mobilidade; ela afeta a saúde pública e a valorização imobiliária. O parlamentar ressalta que essa cobrança vem sendo feita desde 2022 e que os moradores dos bairros citados se sentem abandonados pelo poder público municipal.

A transparência no uso desses recursos federais é a prioridade do requerimento enviado à Sudeco e ao Executivo Municipal. O objetivo é garantir que os direitos da população não fiquem reféns de burocracias evitáveis.

A redação do CenárioMT acompanha os desdobramentos desta cobrança na ALMT. Você mora em um dos bairros citados e ainda sofre com a falta de asfalto? Acredita que a culpa pela demora é da burocracia federal ou da gestão municipal? Deixe sua opinião nos comentários.

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